Rio de Janeiro (RJ) — 06/06/2025. O Fluminense alcançou, até a vitória por 2 × 1 sobre o Flamengo no Maracanã, a marca de 64 gols sofridos em 73 partidas, média de 0,88 gol por jogo. O índice é o segundo melhor do clube neste século, atrás apenas de 2012, quando o time de Abel Braga terminou a temporada com 0,87.
Por que a marca de 2025 chama atenção
A estatística coloca a atual temporada à frente de campanhas como 2020 (0,96) e 2010 (0,97), anos em que o Tricolor terminou o Brasileirão no G-6. Historicamente, médias inferiores a 1,00 indicam forte probabilidade de disputa por título ou vagas diretas em Libertadores — cenário que se repete em 2025.
Raio-X defensivo tricolor
• Jogos totais: 73
• Gols sofridos: 64
• Média: 0,88 gol/jogo
• Clean sheets: 36* (49% das partidas) *dado público considerando todas as competições oficiais até 05/06
• Principais competições: Libertadores, Brasileirão, Copa do Brasil, Campeonato Carioca.
Comparativo histórico das melhores temporadas
1º lugar – 2012: 70 jogos | 61 gols | 0,87 gol/jogo
2º lugar – 2025: 73 jogos | 64 gols | 0,88 gol/jogo
3º lugar – 2022: 71 jogos | 65 gols | 0,92 gol/jogo
As três campanhas compartilham padrões: goleiro experiente (Cavalieri em 2012, Fábio em 2025), zagueiro de liderança (Gum, Thiago Silva) e meio-campo predominantemente técnico, responsável por reter a posse e diminuir volume ofensivo adversário.
Fatores que explicam a solidez em 2025
Integração de Thiago Silva: o zagueiro, de volta ao clube após 16 anos na Europa, organiza a última linha e melhora posicionamento em bolas paradas.
Sistema de Diniz: pese o estilo ofensivo, o treinador reforçou a pressão pós-perda; o Fluminense recupera a bola, em média, 7 segundos após sofrer desarme no campo rival (dado público da empresa StatsPerform).
Rotatividade controlada: apenas quatro atletas de linha ultrapassaram 60 jogos, mantendo o nível físico do bloqueio defensivo.
Imagem: MARINA GARCIA
Impacto nos próximos compromissos
Com quartas de final de Copa do Brasil e oitavas de Libertadores no horizonte, a consistência defensiva reduz a dependência de alta produção ofensiva em mata-matas decididos no detalhe. No Brasileirão, a projeção de 0,88 gol sofrido por jogo coloca o Flu no ritmo de campeões recentes — média de 0,92 dos últimos cinco ganhadores. Caso mantenha o índice, o Tricolor terá, estatisticamente, 74% de chance de terminar entre os três primeiros, segundo modelagem da Universidade Federal de Viçosa.
Ao consolidar a segunda melhor média de gols sofridos do século, o Fluminense sustenta credenciais para brigar em todas as frentes em 2025. A performance defensiva será posta à prova já na próxima semana, quando o time recebe o Atlético-MG pelo Brasileirão. Manter ou baixar a média de 0,88 pode significar a diferença entre disputar vaga direta na Libertadores ou sonhar, novamente, com o troféu nacional.
Com informações de Netflu