Rio de Janeiro (05/04/2024) — Ídolo do Fluminense, o ex-zagueiro Edinho completa 71 anos nesta sexta-feira. A data faz o clube e a torcida relembrarem o golaço de falta que deu ao Tricolor o título do Campeonato Carioca de 1980, em vitória por 1 a 0 sobre o Vasco da Gama, no Maracanã.
Por que aquele gol foi decisivo
Na final de 1980, o Fluminense precisava apenas do empate para levantar a taça, mas encontrou um Vasco com Roberto Dinamite em grande fase. O equilíbrio se manteve até os 38 minutos do segundo tempo, quando Edinho converteu a cobrança de falta frontal — bola forte, no ângulo esquerdo de Mazzaropi. Além do gol, o camisa 5 neutralizou Dinamite durante os 90 minutos, consolidando a superioridade defensiva tricolor.
Raio-X de Edinho no Fluminense
- Partidas pelo clube (1973-1982 e 1988): 311
- Gols marcados: 24 (número alto para um zagueiro da época)
- Títulos cariocas: 1975, 1976 e 1980
- Convocações para a Seleção Brasileira: 45 jogos, disputando as Copas de 1982 e 1986
O efeito no histórico de títulos
O triunfo de 1980 encerrou um jejum de quatro temporadas sem conquistas estaduais e ampliou para 26 o total de títulos cariocas do Fluminense à época. A segurança defensiva demonstrada naquele campeonato — apenas 13 gols sofridos em 22 partidas — virou referência interna para elencos seguintes, decisivos nas campanhas vitoriosas de 1983, 1984 e 1985.
Importância tática: a bola parada como arma
O gol de Edinho expôs um ponto forte tricolor que ainda persiste: a eficiência em bolas paradas. Em 2023, por exemplo, o Fluminense terminou o Brasileirão com 11 gols em faltas laterais e escanteios, quinto melhor aproveitamento da Série A. A herança da técnica de Edinho se reflete hoje em treinamentos específicos comandados por Fernando Diniz, que mantém dois batedores canhotos (Marcelo e Ganso) para replicar a precisão histórica.
Impacto para o elenco atual
Relembrar 1980 reforça o valor do zagueiro construtor no modelo tático tricolor. Em 2024, Felipe Melo e André (quando recua entre os zagueiros) desempenham funções semelhantes: saída de jogo qualificada, visão de passe vertical e liderança defensiva. O paralelo com Edinho inspira a comissão técnica a manter a construção pelo chão, mesmo sob pressão alta — abordagem que culminou no título da Libertadores 2023.
Imagem: Divulgação
O que vem pela frente
Na semana em que homenageia Edinho, o Fluminense se prepara para a disputa do Brasileirão e da fase de grupos da Libertadores. A memória do gol de 1980 serve de motivação extra: manter a consistência defensiva e decidir nos detalhes de bola parada, fundamentos que podem ser determinantes nos clássicos e nos confrontos continentais de maio.
Edinho virou símbolo de liderança silenciosa e técnica refinada. Ao recordar seu gol antológico, o Fluminense reforça que tradição e inovação podem caminhar juntas — lição valiosa para um elenco que sonha repetir as façanhas de gerações anteriores.
Com informações de NETFLU