Las Vegas (EUA), 19 nov 2023 — O brasileiro Felipe Drugovich anunciou neste fim de semana, logo após o Grande Prêmio de Las Vegas, que não seguirá como piloto de desenvolvimento da Aston Martin na Fórmula 1. A decisão encerra um ciclo iniciado em 2023 e antecipa o foco do campeão da Fórmula 2 de 2022 em sua preparação para a temporada 2024 da Fórmula E.
Por que a parceria chegou ao fim?
Drugovich somou pouco menos de dois anos de vínculo com a Aston Martin. Durante esse período, participou de sessões de treinos livres, ocupou o cockpit nos testes de pré-temporada de 2023 — substituindo o lesionado Lance Stroll — e atuou no simulador em Silverstone. Segundo o próprio piloto, “alguns momentos não foram tão legais”, sinalizando que o cronograma limitado de quilometragem e a falta de vagas no grid para 2024 pesaram na decisão.
Raio-X da passagem de Felipe Drugovich na F1
- Função: piloto reserva e de desenvolvimento (2023)
- Sessões oficiais de TL1: 2 (Monza 2023, Abu Dhabi 2023)
- Voltas completadas em testes: 117 no Bahrein (pré-temporada)
- Títulos de base: Campeão da F2 2022 (5 vitórias, 11 pódios)
Conexão com a Fórmula E
Com o calendário da categoria elétrica começando em janeiro, Drugovich já negocia assento titular — o paddock aponta conversas avançadas com duas equipes que utilizam powertrain europeu de ponta. A adaptação ao gerenciamento de energia, característica determinante da Fórmula E, terá apoio dos treinos privados permitidos na categoria, algo que não existe na F1 atual.
Impacto para Aston Martin
Sem o brasileiro, a equipe de Silverstone conta agora com Stoffel Vandoorne como reserva principal. A perda de Drugovich diminui a diversidade de perfis no programa de pilotos, mas libera orçamento de testes para concentrar recursos no AMR24, carro que tentará manter a escuderia no top-5 do Mundial de Construtores.
O que vem a seguir?
A expectativa é de que Felipe Drugovich anuncie sua nova equipe antes dos testes coletivos da Fórmula E em Valência, em dezembro. Caso confirme vaga titular, o piloto de 23 anos poderá se tornar o quinto brasileiro a disputar a categoria, ampliando a presença do país no cenário dos monopostos elétricos.
Imagem: Instagram
Conclusão prospectiva: A saída de Drugovich da Aston Martin encerra sua fase de aprendizado dentro da F1 e abre uma janela para protagonismo imediato na Fórmula E. Se converter a experiência de simulador em resultados na pista elétrica, o paranaense pode traçar um caminho de retorno à elite do automobilismo em médio prazo, mantendo seu nome no radar de equipes de Fórmula 1 que buscam talentos versáteis.
Com informações de BandSports