Ex-Chelsea detona equipe: ‘Se não fizer isso, o clube nunca mais será o mesmo’

Anúncios

Quem: Frank Leboeuf, ex-zagueiro do Chelsea; O que: críticas públicas à falta de liderança de Enzo Fernández e Moisés Caicedo; Quando: após a derrota por 3 a 0 para o Brighton, em 21/04/2026; Onde: entrevista à ESPN; Por quê: clube amarga cinco jogos sem vitória ou gols, sequência inédita desde 1912, e vive troca de técnico no fim da temporada.

Crise histórica em Stamford Bridge

O Chelsea atravessa o seu pior jejum ofensivo em mais de um século. A sequência de cinco partidas sem balançar as redes coincide com a perda de consistência defensiva: a equipe sofreu oito gols no mesmo período. Consequência direta: com 48 pontos, os Blues caíram para o sétimo lugar, agora dois pontos atrás do Brighton e sete do Liverpool, último time na zona de Champions League.

Anúncios

Meio-campo de €257 milhões sem voz em campo

Anúncios

Leboeuf concentrou as críticas no setor que mais recebeu investimento sob Todd Boehly. Somados, Enzo Fernández (€121 mi) e Moisés Caicedo (€136 mi) custaram €257 milhões, mas, segundo o francês, não conseguem “ditar o ritmo” nem exercer liderança em cenários adversos. O ex-defensor lembrou companheiros da década de 1990 — Dennis Wise, Marcel Desailly, Gianfranco Zola — para ilustrar o contraste entre gerações.

Demissão no banco: Liam Rosenior dá lugar a Calum McFarlane

O revés contra o Brighton foi a gota d’água. Um dia depois, a diretoria anunciou a saída de Liam Rosenior. O interino Calum McFarlane, promovido da equipe sub-21, comandará o time nas quatro rodadas finais da Premier League e na semifinal da FA Cup contra o Leeds, domingo (26), em Wembley.

Raio-X da temporada 2025/26

Investimento total desde 2022/23: cerca de €1 bilhão em contratações.
Saldo de gols na Premier League: +2 (55 marcados, 53 sofridos).
Sequência atual: 5 jogos sem vitória (0V-2E-3D) e sem gols marcados.
Distância para o G4: 7 pontos.
Próximos compromissos: Leeds (FA Cup), Leicester (fora), Arsenal (casa), West Ham (fora), Wolverhampton (casa).

Como a falta de liderança afeta o modelo de jogo

Desde o início do ciclo Boehly, o Chelsea aposta em atletas sub-25 com alto potencial de revenda. A estratégia elevou o teto técnico, mas deixou o elenco carente de vozes experientes. Taticamente, isso se reflete na ausência de organização defensiva após perda de bola — situação em que um volante “comando” costuma ajustar linhas e pressionar portador. Sem esse comando, o meio cedeu 11 contra-ataques que resultaram em finalizações nos últimos três jogos, segundo dados do StatsBomb.

Impacto imediato e cenário para 2026/27

Na prática, a semifinal da FA Cup tornou-se o jogo mais importante da temporada: além de vaga em Wembley, o torneio garante bilhete para a Liga Europa, um dos poucos caminhos realistas a competições continentais. Caso McFarlane não consiga o título ou uma arrancada improvável na liga, a janela de verão tende a priorizar perfis experientes — especialmente um goleiro e um meio-campista com histórico de capitão, exatamente como pediu Leboeuf.

Com um elenco caro, mas jovem e silencioso em campo, o Chelsea chega às últimas semanas de 2025/26 pressionado a mostrar sinais de comando coletivo. O desfecho da FA Cup e a definição sobre o futuro de Enzo Fernández — já ventilado em Manchester City e Real Madrid — podem moldar não só a próxima temporada, mas a própria identidade competitiva do clube na era pós-Abramovich.

Com informações de Trivela

Anúncios

Artigos relacionados

Anúncio spot_img

Artigos recentes