Rio de Janeiro, 2025 — Com 15 partidas à frente do Fluminense, o argentino Luis Zubeldía entrou para a história do clube ao tornar-se o 12º técnico estrangeiro com mais jogos pelo Tricolor, igualando a marca de seu compatriota Alfredo González, que dirigiu a equipe em 1967.
Por que esse número importa?
Desde a saída de Hugo De León, em 1997, o Fluminense não investia em um treinador de fora do país. Ao atingir 15 confrontos oficiais, Zubeldía quebra um hiato de 28 anos sem técnicos estrangeiros de longa duração nas Laranjeiras e reforça a busca do clube por referências internacionais para sustentar o projeto esportivo iniciado após a eliminação precoce na Copa Sul-Americana.
Raio-X dos estrangeiros com mais jogos no Flu
1º Ondino Vieira (URU) — 302 jogos
2º Quincey Taylor (ING) — 103
3º Carlos Carlomagno (URU) — 90
4º Charlie Williams (ING) — 86
5º Pode Pedersen (DIN) — 75
6º Eugenio Medgyessi (HUN) — 47
7º Atuel Velásquez (URU) — 41
8º Humberto Cabelli (URU) — 33
9º Fleitas Solich (PAR) — 30
10º Hector Cabelli (URU) — 25
11º Ramon Platero (URU) — 21
12º Alfredo González (ARG) — 15
12º Luis Zubeldía (ARG) — 15*
*dados atualizados até a 15ª partida sob comando de Zubeldía.
Desempenho de Zubeldía em números
Mesmo com amostra curta, alguns indicadores ajudam a entender a relevância do argentino:
- Média de pontos (Brasileirão) — 1,73 por jogo, acima dos 1,57 registrados pelo Flu na temporada passada.
- Gols sofridos — defesa reduziu de 1,34 para 1,00 gol por partida desde sua chegada.
- Posse de bola — 56 % em média, refletindo o estilo de construção apoiada usado por Zubeldía em passagens por Lanús e LDU.
Impacto tático: o que mudou em campo?
1. Saída de três consistente: volante recua entre zagueiros, liberando os laterais para amplitude — recurso raro no time de 2024.
2. Pressão pós-perda mais curta: linha de recuperação em até 6 segundos, segundo dados do departamento de análise.
3. Alternância 4-3-3/4-2-3-1: a flexibilidade permitiu maior utilização de jovens como Kauã Elias, explorando profundidade.
Imagem: Lucas Merç
O que vem a seguir para o argentino?
Para subir mais posições no ranking histórico, Zubeldía precisará superar Hector Cabelli, 10º colocado com 25 partidas. Mantendo a média de jogos a cada três ou quatro semanas em todas as competições, isso pode ocorrer ainda no segundo semestre.
No horizonte, o Flu tem a fase decisiva da Copa do Brasil e o returno do Brasileirão. Caso avance às últimas etapas, Zubeldía não apenas ganhará sobrevida estatística, mas consolidará o modelo de jogo que já elevou os índices defensivos e de posse.
Todos os sinais indicam que a diretoria aposta na continuidade para colher frutos esportivos e financeiros. Os próximos confrontos serão decisivos para determinar se o argentino transformará a marca de 15 partidas em um reinado longevo ou permanecerá como um ponto de inflexão na história recente do clube.
Com informações de Netflu