Como Brasil se saiu contra Marrocos, Escócia e Haiti, adversários na fase de grupos da Copa do Mundo

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Washington (EUA), 5 de dezembro de 2025 — o sorteio da Copa do Mundo de 2026 colocou a Seleção Brasileira no Grupo F ao lado de Marrocos, Escócia e Haiti. O encontro reúne rivais que o Brasil já enfrentou em diferentes contextos e contra os quais mantém retrospecto amplamente favorável, mas com alertas recentes que exigem atenção estratégica.

Retrospecto positivo, mas com sinal amarelo recente contra Marrocos

Em três partidas contra a seleção marroquina, o Brasil soma duas vitórias (1997 e 1998) e uma derrota (2023). O revés em Tânger, por 2 a 1, encerrou uma invencibilidade de 25 anos no confronto e expôs dificuldades diante de um adversário que, em 2022, alcançou a histórica quarta colocação na Copa do Catar.

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Contra a Escócia, o histórico é ainda mais robusto: 10 jogos, 8 vitórias e 2 empates. Em Copas, são quatro confrontos, sem derrotas brasileiras. Já diante do Haiti, a vantagem é absoluta: 3 vitórias, 17 gols marcados e apenas 3 sofridos, incluindo o 7 a 1 na Copa América Centenário, em 2016.

Raio-X dos adversários

Marrocos
• 4º lugar na Copa de 2022, melhor campanha africana da história.
• Base mantida com Hakimi, Amrabat e Ziyech, além do técnico Walid Regragui.
• Média de gols sofridos em 2022: 0,62 por jogo (5 em 8 partidas).

Escócia
• Classificação direta para a Euro 2024 e liderança no grupo das Eliminatórias.
• Sistema 3-4-2-1 consolidado, com Robertson e Tierney alternando funções pela esquerda.
• Não perde do Brasil desde 1999? Não: nunca venceu — 0 vitórias em 10 duelos.

Haiti
• 85º no ranking da FIFA (nov/2025).
• Chegou à Copa após playoff intercontinental, apostando no atacante Duckens Nazon.
• Sofreu média de 1,9 gol por jogo nas Eliminatórias da Concacaf.

Implicações táticas para a Seleção

O sorteio oferece percursos distintos. Contra Marrocos, a principal preocupação será superar um bloco médio-baixo muito coeso. A Escócia exige atenção às transições pelos flancos, especialmente em cruzamentos gerados pela dobradinha Robertson–Tierney. Já o Haiti deve adotar linha de cinco defensores, obrigando o Brasil a acelerar a circulação de bola para evitar previsibilidade no terço final.

Logística e calendário favoráveis

Os jogos ocorrerão na Costa Leste dos Estados Unidos, reduzindo deslocamentos internos. Isso permite à comissão técnica planejar preparação focada em treinos de ajuste fino tático, sem grandes perdas de carga física em viagens longas.

O que esperar daqui para frente?

Com vantagem histórica, mas pressionado por uma seca de títulos mundiais desde 2002, o Brasil inicia a campanha como favorito do grupo. Contudo, o tropeço em 2023 contra Marrocos serve de lembrete: a margem para erros diminui quando se enfrenta seleções que evoluíram taticamente e chegam embaladas. A preparação nos próximos seis meses deverá priorizar variações ofensivas contra defesas fechadas e a consolidação de uma linha defensiva que neutralize contra-ataques — fatores que podem determinar não só a liderança do Grupo F, mas também o caminho até as fases de mata-mata.

Com informações de ESPN Brasil

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