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    ‘Espero que volte logo, mas só depois da Copa’: como rivais do Brasil enxergam convocação de Neymar na seleção

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    Washington (EUA), 5 de dezembro de 2025 – Logo após o sorteio da Copa do Mundo de 2026, realizado na capital norte-americana, os técnicos de Marrocos e Haiti destacaram que a eventual convocação de Neymar por Carlo Ancelotti pode alterar o equilíbrio do recém-definido Grupo C, que também conta com Escócia.

    Como os rivais enxergam a influência de Neymar

    Walid Regragui, comandante do Marrocos, foi direto: “Se Neymar voltar logo, o Brasil é um time diferente”. O treinador reconheceu o desafio e, ao mesmo tempo, mostrou entusiasmo em enfrentar a Seleção pentacampeã.

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    Já Sébastien Migné, do Haiti, lembrou da profundidade do elenco brasileiro: “Vocês podem montar quatro equipes competitivas sem Neymar”. Mesmo assim, o francês admitiu que enfrentar o camisa 10 elevaria o nível de dificuldade para os haitianos.

    Contexto da convocação: por que o nome de Neymar gera tanta expectativa

    Desde que assumiu a Seleção em setembro de 2025, Carlo Ancelotti ainda não chamou Neymar. As últimas janelas antes da lista final serão os amistosos de março de 2026 contra Croácia e França. O brasileiro, que se recuperou de lesão em 2024, soma 79 gols em 128 partidas pela Seleção e é o maior artilheiro da história do Brasil em jogos oficiais.

    Raio-X do Grupo C

    Brasil – 5 títulos mundiais, melhor campanha recente: quartas de final em 2022.
    Marrocos – 4º lugar em 2022, defesa sofreu apenas 13 gols nos últimos 20 jogos oficiais.
    Haiti – volta a uma Copa após 56 anos; média de 1,8 gol sofrido por partida nas Eliminatórias da Concacaf.
    Escócia – participação mais recente em 1998; invicta fora de casa nas Eliminatórias da UEFA.

    Ajustes táticos: onde Neymar pode fazer diferença

    Ancelotti tem utilizado um 4-3-3 móvel, com Vinícius Júnior aberto pela esquerda e Rodrygo na direita. Sem Neymar, Lucas Paquetá tem atuado como “falso 10”. Com o retorno do craque, a tendência é:

    • 4-2-3-1 – Neymar centralizado, Vinícius pela esquerda, Rodrygo pela direita e Richarlison como referência.
    • Fase ofensiva – criação de superioridade numérica entrelinhas; aumento da taxa de passes progressivos (Brasil lidera o indicador na Conmebol, 47% a cada 90 minutos).
    • Bola parada – 32 % dos gols de Neymar pela Seleção vieram de faltas ou pênaltis, fundamento em que Marrocos sofreu três dos seis gols na campanha das Eliminatórias Africanas.

    O que muda para Marrocos, Haiti e Escócia

    Se Neymar for incluído, a marcação individual ou híbrida se torna obrigatória. Nos amistosos de 2025, Marrocos usou um 4-1-4-1 com Amrabat protegendo a zaga; a função de “cão-de-guarda” deve ser potencializada. Já o Haiti, dono de linha defensiva mais alta, precisará reduzir o espaço entre setores para evitar ações de pivô do camisa 10. Escócia, conhecida pelo jogo físico, tende a reforçar a cobertura lateral para conter as triangulações com Vinícius.

    Próximos passos até a Copa 2026

    A FIFA divulgará neste sábado (6) a tabela completa com sedes e horários, enquanto Ancelotti projeta a lista preliminar em abril. A resposta sobre a presença de Neymar virá no máximo até 21 de maio, data-limite para o envio das convocações definitivas.

    Conclusão: A expectativa em torno de Neymar transcende o marketing e impacta diretamente o planejamento tático dos adversários. Caso seja chamado, o Brasil ganha uma variável ofensiva difícil de neutralizar; se ficar de fora, Marrocos, Haiti e Escócia evitam ter de redesenhar sistemas defensivos. A confirmação da lista de Ancelotti, portanto, será o primeiro grande ponto de inflexão do Grupo C antes da bola rolar em 11 de junho de 2026.

    Com informações de ESPN Brasil

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