Lewis Hamilton revelou estar “preocupado” com a ida do francês Isack Hadjar para a estrutura principal da Red Bull Racing, declaração feita nesta semana durante entrevista em Silverstone. A reação do heptacampeão destaca a relevância da movimentação do jovem piloto, que deve integrar o time de Milton Keynes já na próxima temporada, após se destacar nas categorias de base.
Por que Hamilton está preocupado?
O britânico colocou o assunto de forma objetiva: a Red Bull tem historicamente o projeto mais dominante da era híbrida — sobretudo desde 2021, com 48 vitórias em 66 GPs até o momento. Qualquer reforço interno que amplie esse domínio é motivo de apreensão para concorrentes diretos, como a futura parceria Mercedes–Ferrari de Hamilton em 2025. Ao mesmo tempo, o campeão lembra que jovens talentosos são cada vez mais alçados rapidamente ao topo, e Hadjar surge como um dos principais nomes da nova geração.
Quem é Isack Hadjar?
Francês de 19 anos, Hadjar integra o Red Bull Junior Team desde 2021. Ele despontou na Fórmula 3 em 2022, quando terminou o campeonato em 4.º lugar e venceu três corridas. Desde 2023, compete na Fórmula 2 e foi reserva da AlphaTauri em algumas etapas, acumulando quilometragem importante de simulador em Milton Keynes. Seu ídolo declarado é justamente Hamilton, o que torna a declaração do britânico ainda mais simbólica.
Raio-X de Hadjar
- Vitórias na F3: 3 (2022)
- Pódios na F2: 4 até o momento
- Poles na carreira júnior: 5
- Voltas lideradas em 2024 (F2): 37
- Km de testes com carros F1 (RB19): cerca de 600 km
O que muda na estratégia da Red Bull?
A equipe tem contrato de longo prazo com Max Verstappen, mas mantém o segundo cockpit como peça tática. A ascensão de Hadjar cria uma alternativa interna caso a renovação de Sergio Pérez não se sustente ou se a Red Bull desejar um perfil mais jovem para garantir sucessão a longo prazo. Além disso, reforça a tradição de promover talentos do programa júnior, pressionando outras equipes a investirem mais em formação.
Impacto previsto para o grid de 2025
Se confirmado no carro principal, Hadjar chega com status de possível “fator surpresa” na luta pelo segundo lugar do campeonato de construtores, podendo somar pontos valiosos ao lado de Verstappen. Para Hamilton, que estará tornando-se piloto Ferrari, o crescimento técnico do rival direto intensifica a necessidade de desenvolvimento aerodinâmico na nova fábrica de Maranello. O efeito dominó também atinge Mercedes, McLaren e Aston Martin, que batalham pelos últimos décimos de segundo em uma F1 cada vez mais dependente de jovens engenheiros — e pilotos — com rápida curva de aprendizado.
Imagem: Reprodução
Conclusão: a preocupação de Hamilton não é mero elogio a um fã, mas um sinal de que cada detalhe importa na construção de um ciclo vencedor. A eventual estreia de Hadjar na Red Bull em 2025 pode redefinir hierarquias internas e elevar o sarrafo competitivo, abrindo um novo capítulo na rivalidade entre as grandes fabricantes. Os próximos testes de pós-temporada e os anúncios de line-up serão decisivos para validar esse cenário.
Com informações de BandSports