Rio de Janeiro, 12 de dezembro de 2025 — Às vésperas da semifinal da Copa Intercontinental, marcada para sábado (13) em Doha, o técnico Filipe Luís afirmou que o Flamengo “deixou ótima impressão para o mundo” ao encarar o Bayern de Munique no Mundial de Clubes, mas enfrentou “massacre” da crítica brasileira após a derrota por 4 a 2 nas oitavas de final. Ele falou em entrevista coletiva no Ninho do Urubu, repercutindo a temporada rubro-negra e projetando o duelo contra o Pyramids.
Por que o jogo contra o Bayern ainda repercute
O Flamengo chegou ao Mundial deste ano embalado pela vitória sobre o Chelsea na fase anterior, mas parou no Bayern em confronto de alto nível técnico. Segundo Filipe Luís, o desempenho competitivo foi elogiado por veículos europeus, enquanto parte da imprensa nacional focou apenas na eliminação.
Para o treinador, a percepção externa reforça a ideia de que o plantel rubro-negro está próximo do padrão de intensidade das principais ligas, apesar de limitações orçamentárias em comparação aos gigantes do Velho Continente.
Reconstrução após a saída de Gerson
O comandante também citou a perda de Gerson, que deixou o clube no meio da temporada e era o capitão do time. A saída abriu lacuna no lado direito — setor em que o “Coringa” acumulava funções de meio-campista construtor e apoio à transição ofensiva.
Desde então, a comissão técnica passou a alternar formações: ora com um 4-3-3 que utiliza um volante de maior saída para equilibrar o corredor, ora com um 3-2-2-3 (linha de três na saída) que desloca o lateral para dentro, espelhando conceitos modernos vistos em clubes como o próprio Bayern.
Raio-X da campanha rubro-negra em 2025
Mundial de Clubes
• Vitória sobre o Chelsea (fase preliminar)
• Derrota para o Bayern de Munique por 4 x 2 (oitavas)
Copa Intercontinental
• Semifinal: Flamengo x Pyramids — 13/12, 14h (Brasília), em Doha
• Possível final: vencedor encara o Paris Saint-Germain em 17/12, 17h
Desfalques e novidades
• Gerson vendido; faixa de capitão herdada por Arrascaeta
• Luan Lara, lateral-direito da base, ganhou minutos em oito partidas e pode ser opção contra os egípcios
Imagem: Internet
Análise tática do Pyramids
Atual vice-campeão egípcio, o Pyramids costuma atuar no 4-2-3-1, com linhas compactas e compensação defensiva pelas laterais. A equipe aposta em transições rápidas, característica que expôs o Flamengo no início da temporada — especialmente nas costas de seus laterais avançados.
Para controlar o duelo, a tendência é que Filipe Luís mantenha pressão alta coordenada, fazendo a primeira linha de passe do adversário jogar de costas. Se o Pyramids recuar demasiadamente, caberá ao Flamengo gerar superioridade pelo centro, acionando Arrascaeta entrelinhas e amplitude com Cebolinha e Luiz Araújo.
Impacto de uma eventual final contra o PSG
Caso confirme o favoritismo, o Flamengo terá apenas três dias até encarar o PSG de Luis Enrique. O treinador espanhol implementou um sistema posicional que privilegia o 3-2-5 em fase ofensiva, com laterais interiores e extremo aberto. Filipe Luís reconhece a complexidade do desafio, mas acredita que o calendário enxuto “retira tempo de preparação para ambos”, equalizando forças.
Conclusão: A fala de Filipe Luís escancara o contraste entre reconhecimento internacional e cobrança doméstica, ao mesmo tempo em que revela os ajustes estruturais feitos desde a saída de Gerson. O teste contra o Pyramids servirá como termômetro para medir se a nova formatação está pronta para um eventual duelo de xadrez tático diante do PSG e, além disso, para mostrar se o Flamengo conseguirá transformar atuações elogiadas em resultados tangíveis — o único critério que, segundo o próprio técnico, segue inegociável no futebol brasileiro.
Com informações de ESPN Brasil