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    Filho de dono da Crefisa pode comprar SAF do Vasco? O que fair play financeiro da CBF diz sobre possibilidade

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    Rio de Janeiro, 26 de dezembro de 2025 — Marcos Faria Lamacchia, filho do dono da Crefisa, sondou a possibilidade de adquirir a Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Vasco da Gama. A investida, porém, pode trombar com o novo regulamento de fair play financeiro da CBF, que começa a valer já em 2026 e veta controle ou influência significativa de uma mesma família sobre dois clubes que disputem as competições nacionais.

    O que está em jogo?

    Segundo o artigo 86 do regulamento, nenhuma pessoa física ou jurídica pode exercer “controle ou influência significativa” sobre mais de um clube nas competições profissionais. O texto explicita que esse limite também se aplica a cônjuges, companheiros(as) e parentes até o segundo grau. Na prática, a ligação familiar entre Marcos Lamacchia e Leila Pereira — presidente do Palmeiras e esposa de seu pai, José Lamacchia — coloca o negócio sob questionamento.

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    Modelos societários distintos, mas o mesmo radar regulatório

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    Vasco: desde 2022, opera como SAF, atualmente com 70% das ações sob controle da 777 Partners.
    Palmeiras: segue o modelo associativo tradicional, sem SAF. Leila Pereira é presidente eleita, não proprietária.

    Ainda que os formatos sejam diferentes, o regulamento mira influência, não apenas propriedade. Logo, a relação familiar pode ser suficiente para enquadrar Palmeiras e Vasco dentro do conceito de “ecossistema” definido pela CBF.

    Raio-X do artigo 86

    • Influência significativa: mais de 10% dos direitos de voto, poder de veto relevante ou nomeação de administradores-chave.
    • Prazo de adequação: 30 dias antes do início da competição caso seja identificado conflito.
    • Restrições imediatas: proibição de empréstimos de atletas, patrocínios cruzados, compartilhamento de informações estratégicas e cessão de staff entre os clubes ligados.

    Por que o interesse no Vasco?

    O clube carioca enfrenta litígios com a 777 Partners e busca alternativas de capitalização. Um novo investidor poderia assumir a fatia majoritária da SAF, injetando recursos para equilíbrio de caixa e reforço de elenco — pontos críticos após a briga contra o rebaixamento em 2025.

    Impacto tático e financeiro para Vasco e Palmeiras

    Para o Vasco: a entrada de um grupo com musculatura financeira semelhante à Crefisa promete acelerar investimentos em infraestrutura e folha salarial. Em 2025, o time sofreu com a quarta pior defesa do Brasileirão (57 gols sofridos), demonstrando carência de reposição no setor.

    Para o Palmeiras: qualquer vinculação societária cruzada poderia gerar questionamentos sobre governança e competitividade, ainda que o clube seja associação. Patrocínios, direitos de imagem e eventuais negócios paralelos teriam de ser revisados à luz do fair play.

    Próximos passos no tabuleiro regulatório

    • Caso formalize proposta, Marcos Lamacchia precisará demonstrar que não exerce influência conjunta com Leila Pereira.
    • A CBF poderá exigir blindagem administrativa entre os clubes ou a renúncia a cargos de decisão.
    • Se o conflito não for sanado no prazo, o Vasco ficaria impedido de registrar a transferência de controle, e o negócio poderia ruir.

    Conclusão prospectiva: o interesse do herdeiro da Crefisa na SAF do Vasco coloca em evidência o recém-aprovado fair play financeiro da CBF. A regulamentação tende a inaugurar uma era de maior vigilância sobre multipropriedade no futebol brasileiro. Nos bastidores, investidores, clubes e federação observarão este caso-teste para calibrar futuras negociações a partir de 2026.

    Com informações de ESPN.com.br

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