Quem: Chelsea FC, BlueCo (Todd Boehly e Behdad Eghbali), Liam Rosenior, Jamie Carragher e Martin Samuel.
O quê: Quinta troca de técnico em quatro anos e fortes críticas à gestão.
Quando: 25 de abril de 2026.
Onde: Stamford Bridge, Londres.
Por quê: Resultados abaixo do esperado depois de investimentos superiores a £1,5 bilhão.
Rotatividade no banco: instabilidade que custa resultados
A saída de Liam Rosenior marca o quinto treinador efetivo dispensado desde 2022, ano em que a BlueCo adquiriu o clube. A sucessão acelerada — que inclui nomes como Graham Potter, Mauricio Pochettino, Enzo Maresca e agora Rosenior — impediu a construção de princípios de jogo duradouros. Para Jamie Carragher, a diretoria age como se treinadores fossem “meros peões”, alimentando um ciclo de projetos interrompidos.
Investimento recorde versus queda de performance
Desde a mudança de dono, o Chelsea já gastou mais de £1,5 bilhão em contratações. O montante supera o desembolsado nos 19 anos de Roman Abramovich, mas o retorno é inversamente proporcional: até abril de 2026, os Blues não levantaram nenhum troféu de elite e acumulam eliminações precoces em Champions, copas domésticas e uma posição de meio de tabela na Premier League.
Raio-X defensivo: por que a fragilidade preocupa
- Gols sofridos na liga 2025/26: 47 (mesmo total do Nottingham Forest e seis a mais que o Crystal Palace).
- Zaga remendada: saída de Levi Colwill sem reposição imediata; Tosin Adarabioyo chegou sem custos, mas não supriu a liderança defensiva.
- Quintos técnicos em 48 meses: média de permanência de apenas 9,6 meses por comandante, dificultando qualquer ajuste tático consistente.
O setor defensivo simboliza o desequilíbrio do elenco: excesso de laterais-esquerdos, carência de zagueiros e nenhum volante de marcação puro disponível quando Enzo Fernández ou Moisés Caicedo não podem atuar.
Choque de cultura organizacional: alerta para o mercado
Em coluna no The Times, o jornalista Martin Samuel afirma que o próximo treinador precisará “superar a própria cultura do clube”. Nomes como Andoni Iraola, Oliver Glasner, Cesc Fàbregas e Xabi Alonso são cogitados, mas qualquer escolha terá de lidar com uma estrutura onde diretores esportivos exercem maior influência que o técnico — cenário apontado por Samuel como o principal entrave para a retomada de competitividade.
Imagem: Paul Terry
Impacto futuro: o que está em jogo nos próximos meses
Com a temporada 2025/26 próxima do fim, o Chelsea corre contra o relógio para definir o plano 2026/27. Uma eventual ausência em competições europeias reduzirá receitas comerciais e poder de atração no mercado de transferências. Além disso, jogadores valorizados como Enzo Fernández e Marc Cucurella já despertam interesse externo, o que pode forçar novas vendas e aprofundar a reformulação.
Conclusão prospectiva: A BlueCo tem pouco espaço para novos erros. Uma nomeação técnica alinhada a um projeto claro — e estável — será decisiva para estancar perdas esportivas e financeiras. Caso contrário, o clube que dominou a Europa na última década pode transformar 2026/27 em mais uma estação de transição, distanciando-se ainda mais do topo da Premier League.
Com informações de Trivela