Santos, 28 de dezembro de 2025 – O Santos FC iniciou a instalação do sistema Soccer Grass HD Organic Pro no campo 1 do CT Rei Pelé, em Santos (SP). A grama sintética, homologada pela FIFA, visa aumentar a durabilidade do piso, reduzir custos de manutenção e, sobretudo, oferecer uma superfície uniforme que diminua o risco de lesões dos atletas.
Por que o Santos aposta no sintético neste momento?
Segundo o presidente Marcelo Teixeira, a modernização faz parte de um plano de infraestrutura que tem como meta colocar o clube no mesmo patamar dos principais centros de treinamento do mundo. A adoção do sintético atende a três eixos estratégicos:
- Performance física: amortecimento calibrado e coeficiente de tração estável reduzem o estresse articular e muscular dos jogadores.
- Regularidade de uso: o piso suporta carga elevada de treinamentos diários sem perda significativa de qualidade, mesmo em períodos chuvosos.
- Integração tática: o elenco se adapta a gramados artificiais, cada vez mais presentes em estádios brasileiros como Allianz Parque (Palmeiras) e Arena da Baixada (Athletico-PR).
Como funciona o sistema HD Organic Pro
Desenvolvido pela Soccer Grass, o HD Organic Pro combina fibras de polietileno de alta densidade com enchimento orgânico. O conjunto é montado sobre uma manta elástica que absorve impactos:
- Cushion pad (manta de 10–12 mm): dispersa até 35 % da força da pisada, reduzindo riscos de microlesões.
- Fibras de 60 mm: imitam a maciez da grama natural, mantendo o quique da bola dentro dos parâmetros FIFA Quality Pro (R≤30 mm).
- Enchimento orgânico: mistura de cortiça e fibras vegetais que mantém a temperatura superficial até 20 % mais baixa que enchimentos de borracha SBR.
Raio-X – Sintético x Natural em números
Dados públicos de clubes que migraram para gramados artificiais indicam ganhos tangíveis:
- Custos de manutenção: queda média de 35 % a 45 % ao ano (fonte: StadiumDB 2024).
- Tempo de indisponibilidade: redução de 50 % em dias de campo fechado para reparo.
- Lesões musculares: estudos da FIFA F-MARCS (2023) apontam incidência 13 % menor em gramados sintéticos de última geração em relação a naturais mal conservados.
No caso do Santos, a última temporada registrou 28 ausências por lesões musculares na equipe principal. A expectativa é que o novo piso contribua para diminuir esse número na preparação para 2026.
Adaptação tática: vantagem competitiva fora de casa
Em 2025, 18 % das partidas da Série A foram disputadas em gramados artificiais. Treinar diariamente nessa superfície deve acelerar a tomada de decisão dos atletas sobre quique, velocidade de bola e tempo de reação – fatores que costumam penalizar equipes não habituadas ao sintético.
Imagem: Internet
Próximos passos e cronograma de certificação
Com a obra em fase final, o campo passará por testes de laboratório credenciado pela FIFA que avaliam:
- Absorção de impacto
- Rolo de bola
- Resistência à tração
A certificação FIFA Quality Pro deve ser concluída até o fim de janeiro de 2026. Na sequência, o elenco profissional realizará pré-temporada completa no novo gramado.
Impacto futuro: ao alinhar infraestrutura à metodologia de treinamento, o Santos sinaliza investimento de longo prazo no desenvolvimento físico e técnico dos atletas. A modernização pode representar ganho competitivo imediato nos estádios com piso artificial e reduzir a incidência de lesões em um calendário cada vez mais apertado. Os resultados práticos dessa mudança deverão ser conhecidos já nos primeiros amistosos de 2026, quando o clube terá métricas comparativas de desempenho e saúde dos jogadores.
Com informações de Santos FC