Manchester vai inaugurar ou iniciar 11 grandes projetos em 2026, entre eles a expansão do Etihad Stadium, um novo laboratório de genômica de £60 milhões e milhares de moradias de aluguel social, num esforço integrado para atender ao crescimento populacional e catalisar inovação urbana.
O que está em jogo: as frentes que movem a cidade
Com o boom imobiliário iniciado na última década, Manchester projeta manter ritmo acelerado de obras em 2026. A lista contempla:
- Etihad Stadium: +7.000 assentos e um hotel de 401 quartos, elevando a capacidade para 60 mil torcedores.
- Greenheys: instalação científica de ponta que abrigará o UK Biobank e pesquisas em genômica.
- Habitação acessível: 89 apartamentos no Dovecote House, 76 no Didsbury Point e 50 para idosos no antigo Chorlton Baths.
- Revitalização de bairros: demolição do shopping Chorlton Cross para erguer 262 novas residências, além de 498 casas no antigo Riverpark Trading Estate.
- Mayfield Park 2.0: bloco corporativo The Poulton e ampliação de 40% do parque, que chegará a 10,2 acres.
- Wythenshawe: fase 1 de um masterplan de £500 milhões, com 422 unidades habitacionais.
- Moss Side: 212 apartamentos no terreno da lendária casa noturna The Reno.
- Gorton e Moston: investimentos combinados de £150 milhões para 500 novas casas e melhoria de espaços públicos.
Por que agora? Tendências que impulsionam os investimentos
O Office for National Statistics projeta que a população de Manchester ultrapasse 650 mil habitantes em 2031. Esse cenário pressiona oferta habitacional, infraestrutura de lazer e capacidade de pesquisa universitária. A cidade responde com:
- Densificação orientada ao transporte: muitos empreendimentos ficam próximos a linhas de trem, Metrolink ou corredores de ônibus, reduzindo dependência de carro.
- Misto de usos: combinações de hotel, escritórios e espaços de convivência (vide Etihad e Mayfield) para manter fluxo econômico 24/7.
- Metas de neutralidade de carbono: novos edifícios seguem padrões BREEAM ou similares, integrando painéis solares e telhados verdes.
Raio-X dos principais projetos
Expansão do Etihad Stadium
- Abertura parcial: temporada 2025/26.
- Capacidade final: 60.000 (4ª maior da Premier League).
- Receita estimada de matchday: potencial +£20 milhões/ano.
Greenheys & UK Biobank
- Investimento: £60 milhões.
- Bancos de dados: 500 mil voluntários monitorados.
- Potencial de gerar spin-offs em biotech e IA médica.
Moradias em números
Imagem: Robbie Jay Barratt – AMA
- Total anunciado para 2026: ~4.000 unidades (incluindo fases futuras).
- Proporção social/compartilhada: até 45% em alguns empreendimentos.
- Redução projetada do déficit habitacional local: 8% (cálculo sobre meta anual de 5.000 casas).
Impacto futuro: o que esperar para 2027 e além
Os projetos formam um ecossistema urbano interligado. A expansão do Etihad, acompanhada pela arena Co-op Live, consolida o leste da cidade como polo de entretenimento. Greenheys fortalece o corredor de inovação Oxford Road–Hulme, atraindo talentos e fundos de pesquisa. Já as iniciativas habitacionais e de centros distritais em Gorton, Moston e Wythenshawe buscam desconcentrar riqueza e serviços, reduzindo desigualdades históricas.
Para 2027, o foco deve migrar para a entrega das 879 moradias vizinhas ao Mayfield Park e para a segunda fase do masterplan de Wythenshawe. O sucesso dessas frentes ditará se Manchester sustentará o título de cidade que mais cresce no Reino Unido fora de Londres.
Com informações de Manchester Evening News