Manchester (ING), 5 jan. 2026 — O Manchester United oficializou nesta segunda-feira (5) a demissão de Rúben Amorim, encerrando uma passagem de pouco mais de 14 meses no comando. A troca marca o sétimo treinador — contando interinos — do United desde 2016, ano em que Pep Guardiola desembarcou no Manchester City e iniciou um ciclo que já rendeu 18 títulos aos Citizens no período.
Estabilidade de Guardiola impulsiona contraste no Big Six
Desde julho de 2016, Guardiola mantém um projeto contínuo no City, fator que se reflete em média de 1,8 título por temporada e apenas um responsável técnico no banco. No mesmo intervalo, os outros cinco clubes do chamado Big Six somam 29 mudanças de treinador — número que expõe a dificuldade de encontrar longevidade no banco e, consequentemente, consistência em campo.
Quem trocou mais (e quem trocou menos) no período
Chelsea lidera a lista com oito treinadores efetivos e um interino, totalizando nove passagens. Tottenham vem logo atrás, com oito nomes diferentes. O Manchester United, agora, chega a sete. Na outra ponta, Liverpool teve apenas duas mudanças — Jürgen Klopp (2015-24) e Arne Slot (2024-) —, enquanto o Arsenal registrou três técnicos (incluindo o interino Freddie Ljungberg).
Raio-X da década (2016-2026)
- Manchester City – 1 técnico, 18 títulos*
- Chelsea – 9 passagens técnicas, 5 títulos
- Tottenham – 8 passagens, 0 títulos
- Manchester United – 7 passagens, 2 títulos
- Arsenal – 3 passagens, 3 títulos (incluindo a Premier League 2024/25)
- Liverpool – 2 técnicos, 6 títulos
*inclui Premier League, Copas nacionais e troféus internacionais de 2016/17 a 2025/26.
Impacto imediato da demissão de Rúben Amorim
Com a saída do português, o United é novamente comandado, de forma interina, por Darren Fletcher. A troca acontece a quatro meses do fim da temporada, período em que o clube ainda busca vaga na Champions League — objetivo que rende cerca de €80 milhões em receitas de TV e premiações. O calendário reserva confrontos diretos com Arsenal e Tottenham, tornando a escolha do próximo técnico crucial não só pela classificação, mas também pelo planejamento do mercado de verão.
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O que esperar dos próximos capítulos
Enquanto o City mantém a hegemonia respaldada por uma estrutura esportiva estável, os rivais entram novamente em processo de reconstrução. A tendência é que Chelsea e United acelerem tratativas por um novo comandante antes da janela de transferências, buscando alinhar perfil tático e necessidades de elenco. Já o Tottenham, relativamente estável sob Thomas Frank, observa de fora — mas atento — o efeito dominó que uma simples demissão pode provocar em toda a elite inglesa.
No curto prazo, a continuidade de Guardiola no City segue como a variável mais previsível do futebol inglês; no longo, a capacidade de Liverpool, Arsenal e, principalmente, United e Chelsea de estabelecer projetos duradouros será determinante para desafiar uma década de supremacia celeste.
Com informações de ESPN.com.br