United ensaia virada ‘épica’, mas leva golaço e tropeça contra vice-lanterna da Premier League no primeiro jogo sem Amorim

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Burnley 2 x 2 Manchester United — Na noite desta quarta-feira (7), no Turf Moor, o Manchester United voltou a decepcionar ao apenas empatar com o vice-lanterna Burnley pela 21ª rodada da Premier League, no primeiro compromisso após a demissão de Ruben Amorim. Mesmo com dois gols de Benjamin Sesko na etapa final, um chute indefensável de Jaidon Anthony salvou os anfitriões e manteve a equipe de Old Trafford a distância da zona de classificação para a Champions League.

O que explica mais um tropeço dos Red Devils?

A troca de comando — Darren Fletcher assumiu como interino — não foi suficiente para corrigir dois problemas recorrentes:

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  • Inconsistência defensiva: o United sofreu gol pelo 13º jogo seguido, média superior a um por partida.
  • Falta de controle após a virada: mesmo à frente no placar, o time ofereceu espaço entre linhas e permitiu o arremate de longa distância de Anthony.
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O revés mantém a sequência de quatro tropeços nas últimas cinco rodadas (três empates e uma derrota), sinal de que o problema ultrapassa a figura do treinador.

Raio-X da partida

  • Posse de bola: United 61% — Burnley 39%
  • Finalizações: United 17 (7 no alvo) — Burnley 11 (4 no alvo)
  • Gols marcados:
    • Burnley: Ayden Heaven (contra, 13’/1ºT) e Jaidon Anthony (82’/2ºT)
    • Manchester United: Benjamin Sesko (64’ e 74’/2ºT)
  • Situação na tabela:
    • Manchester United — 6º lugar, 33 pontos* (perde chance de igualar pontuação do 5º)
    • Burnley — 19º lugar, 14 pontos* (segue sem vencer há 12 rodadas)

    *pontuação atualizada com o empate

Sesko quebra jejum, mas ataque ainda depende de brilho individual

Sem marcar havia nove partidas, o centroavante esloveno aproveitou cruzamentos rasteiros de Garnacho e Sancho para virar o placar em apenas dez minutos. Embora seja um sinal positivo, o United segue com produção ofensiva irregular. Até a rodada anterior, o time apresentava média de 1,4 gol por jogo, abaixo dos concorrentes diretos ao G-4 (todos acima de 1,8).

Como fica o calendário dos Red Devils

Os próximos compromissos exigem reação imediata:

  • Brighton (C) — 11/01 — Copa da Inglaterra: duelo eliminatório que pode abalar ainda mais a confiança em caso de novo tropeço.
  • Manchester City (C) — 17/01 — Premier League: clássico com impacto direto na luta por vagas europeias; City possui o melhor ataque da liga.
  • Arsenal (F) — 25/01 — Premier League: confronto fora de casa contra um concorrente direto, onde cada ponto é decisivo.

Impacto tático e estratégico

Fletcher manteve o 4-2-3-1 de Amorim, mas reposicionou Mount como segundo volante ao lado de Mainoo, buscando saída de bola mais qualificada. O ajuste não solucionou a fragilidade pelos corredores: os laterais avançaram em bloco, e o Burnley explorou transições rápidas. Para voltar ao G-4, o United precisará equilibrar a ocupação do meio-campo, reduzir o número de cruzamentos permitidos (foram 25 na partida) e aumentar a intensidade de pressão pós-perda.

No curto prazo, o empate adia a arrancada planejada após a troca de técnico e coloca pressão máxima nos próximos jogos. Se não houver melhora imediata, a diretoria pode ser forçada a acelerar a busca por um treinador efetivo antes mesmo do fim da temporada.

Com informações de ESPN Brasil

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