Santos, 10 de janeiro de 2026 – Na vitória de virada por 2 a 1 sobre o Novorizontino, na Vila Belmiro, o técnico Juan Pablo Vojvoda celebrou a reestreia de Gabigol, autor de um dos gols, e detalhou o estágio de recuperação de Neymar, que se recupera de lesão no joelho. O comandante argentino afirmou que o camisa 9 “encaixou” ao modelo de jogo santista e projetou uma futura parceria com o camisa 10, ainda sem data confirmada para retorno.
Por que o retorno de Gabigol muda a dinâmica ofensiva
Vojvoda ressaltou que Gabigol é “determinante na área”, característica evidente em sua carreira: são 208 gols em 417 partidas oficiais por clubes desde 2013, média de 0,5 gol/jogo. O Santos de 2025 terminou o Brasileirão na 9ª colocação e teve o 8º melhor ataque (47 gols), mas nenhum atleta passou de oito gols na temporada. A chegada de um finalizador nato supre a carência de eficiência nos metros finais, ampliando as soluções ofensivas.
Raio-X da estreia de Gabigol
– Minutos em campo: 90
– Finalizações: 4 (2 no alvo)
– Gols: 1 (aos 62’)
– Toques na área rival: 8
– Participação direta nos chutes do time: 38 %
Os números mostram que o atacante foi acionado com frequência e finalizou acima da média da equipe em 2025 (29 % de participação). A tendência é de crescimento à medida que a química com os meias Luan Dias e Giuliano evoluir.
Status de Neymar: cronograma sem pressa, mas evolução visível
Segundo Vojvoda, Neymar “está suando muito na bicicleta” e avança bem na recuperação do ligamento cruzado anterior, operado em abril de 2025. O protocolo médico costuma exigir de 9 a 12 meses até o retorno competitivo; o camisa 10 completa nove meses de tratamento nesta semana. A comissão monitora a carga de treinos para evitar recaídas, mirando o pico físico no segundo turno do Paulistão ou, no máximo, na fase de mata-mata.
Dupla projetada: encaixe tático e distribuição de funções
Com Neymar atuando como meia-atacante por dentro – função que adotou em 2024 no Al-Hilal – e Gabigol como referência móvel, Vojvoda planeja um 4-3-1-2. Dessa forma, Neymar recebe entrelinhas, atrai marcadores e libera Gabigol para atacar espaços gerados. Na fase defensiva, o camisa 10 pode flutuar no primeiro bloco de pressão, poupando esforços excessivos de recomposição profunda.
Imagem: Internet
Próximos passos e impacto na temporada
O Santos encara Palmeiras (14/01), Guarani (18/01) e Corinthians (22/01). Caso Neymar evolua sem intercorrências, a comissão técnica cogita tê-lo no banco contra o Corinthians, hipótese que dependerá de resposta clínica nos treinos com bola. Uma dupla 100 % disponível antes do início da Copa do Brasil mudaria o patamar de ambição do Peixe, que não conquista título estadual desde 2016.
Conclusão: A estreia produtiva de Gabigol reforça o setor mais carente da equipe e, combinada à reta final da recuperação de Neymar, projeta um Santos mais contundente ofensivamente. O comportamento deste ataque nas próximas rodadas será decisivo para definir o teto competitivo do clube em 2026, sobretudo na briga por vaga direta na Libertadores e na disputa do Paulistão.
Com informações de ESPN Brasil