Fato principal: O Atlético-MG foi eliminado da Copa São Paulo de Futebol Júnior 2026 na segunda fase, ao perder por 3 × 1 para o Ibrachina, mantendo a sequência de saídas precoces que já dura dez anos.
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Atlético-MG e Ibrachina se enfrentaram no início da semana, em São Paulo, pela segunda fase da Copa São Paulo de Futebol Júnior 2026, e o Galinho acabou derrotado por 3 × 1, dando adeus ao principal torneio de base do país logo no primeiro mata-mata. A queda reforça uma série de eliminações antecipadas que persiste desde 2014, última vez em que o clube chegou entre os quatro melhores.
Por que o Atlético voltou a cair cedo?
Mesmo com nomes de projeção — casos do goleiro Pedro Cobra, do zagueiro Xavier e do atacante Gabriel Veneno — o time sofreu com três fatores recorrentes:
- Desorganização defensiva: a equipe levou três gols do Ibrachina e já havia sido goleada por 3 × 0 pelo Audax na fase de grupos.
- Baixa conversão ofensiva: centroavantes como Jota e Lucas Louback desperdiçaram chances claras; Louback saiu da competição sem marcar.
- Instabilidade no comando técnico: em sua segunda passagem, o técnico Leandro Zago soma 44,4% de aproveitamento em 42 jogos — mais derrotas (16) que vitórias (15).
Raio-X dos destaques individuais
Quem subiu de cotação
- Pedro Cobra (GOL) – Defendeu pênalti decisivo ainda com o jogo empatado. Sem ele, a eliminação poderia ter ocorrido na fase de grupos.
- Xavier (ZAG) – Mostrou personalidade em defesa vazada, liderando desarmes e duelos aéreos.
- Luiz Peu (VOL) – Campeão sub-17 em 2025, foi o termômetro da saída de bola, com inversões e passes verticais.
- Eric (MEI) – Dois gols, incluindo falta quase da linha de fundo; mostrou boa chegada à área.
- João Teixeira (ATA) – Artilheiro alvinegro na Copinha, com dois gols, e participação em jogadas de perigo.
Quem ficou aquém
- Alexis Vargas (LE) – Perdeu a titularidade durante o torneio; precisa evoluir para permanecer.
- Vitor Gabriel (LD) – Começou com três assistências e um gol, mas caiu de rendimento; pênalti cometido e gol contra na eliminação.
- Gabriel Veneno (PD) – Volume e drible, mas zerado em gols/assistências.
- Lucas Louback (CA) – Artilheiro em 2025, saiu zerado e desperdiçou várias chances claras.
A década de eliminações precoces
Desde 2014, quando chegou à semifinal, o Atlético não passa da terceira fase em cinco das últimas dez edições. O último título foi em 1983. A recorrência levanta alerta sobre o processo de transição entre o sub-17 campeão em 2025 e o sub-20 atual.
Imagem: Jatas Berto O Atlético foi eliminado
Impacto para 2026: Estadual Sub-20 e Brasileirão Série B
A Copinha serviu como laboratório para atletas que poderão ser usados por Jorge Sampaoli no profissional, mas a eliminação precoce pressiona a comissão de base. Com Estadual Sub-20 e Brasileirão da Série B no calendário, a diretoria tende a:
- Reforçar a zaga, setor que já sofreu seis gols nos dois jogos de maior nível (Audax e Ibrachina).
- Buscar mais minutagem para Veneno e Riquelme, visando maturação ofensiva.
- Avaliar a permanência de Leandro Zago caso o aproveitamento não suba nos próximos dois meses.
Conclusão prospectiva
A queda diante do Ibrachina retoma um padrão de desempenho que o Atlético ainda não conseguiu corrigir na base. Se o clube quer transformar promessas em ativos para o profissional ou para o mercado, precisará ajustar o sistema defensivo e aumentar a eficácia do ataque já no Campeonato Mineiro Sub-20. Os próximos 90 dias indicarão se o Galinho aprenderá com a Copinha ou repetirá o roteiro de 2024 e 2025.
Com informações de Fala Galo