Quem: Liverpool FC e demais clubes europeus
O quê: divulgação do Deloitte Football Money League 2026
Quando: relatório referente à temporada 2024/25, publicado em 22 de janeiro de 2026
Onde: cenário financeiro do futebol europeu
Por quê: variação nas fontes de receita — dentro e fora de campo — alterou a hierarquia global
Real Madrid lidera, Barcelona retoma vice e ingleses fora do top-4
O Real Madrid conservou a primeira posição do ranking pelo segundo ano consecutivo, com €1,61 bilhão em receitas totais. O Barcelona voltou à vice-liderança ( €974 milhões ), seguido por Bayern de Munique ( €860 mi ) e Paris Saint-Germain ( €837 mi ). É a primeira vez, em 29 edições do relatório, que nenhum clube da Premier League figura entre os quatro primeiros colocados.
Liverpool sobe ao 5º lugar impulsionado por eventos extra-campo
Com €836 milhões, o Liverpool saltou do 8º para o 5º posto e tornou-se o inglês de maior faturamento. Além da campanha esportiva — retorno à Champions League e semifinais continentais —, o clube:
- Ampliou em 7% a receita comercial, graças a novos patrocínios e ativações globais.
- Transformou Anfield em arena multiuso, recebendo Taylor Swift, Dua Lipa e Bruce Springsteen, entre outros artistas.
- Explorou eventos corporativos e hospitalidade em dias sem jogo, estratégia que gerou fluxo de caixa durante todo o ano fiscal.
Raio-X das receitas: top-10 do Deloitte Money League 2026
Valores em milhões de euros (temporada 2024/25)
- Real Madrid – 1.610
- Barcelona – 974
- Bayern de Munique – 860
- Paris Saint-Germain – 837
- Liverpool – 836
- Manchester City – 829
- Arsenal – 817
- Manchester United – 793
- Tottenham – 725
- Chelsea – 712
Fonte: Deloitte Sports Business Group
Queda de City e United evidencia peso esportivo na televisão
O Manchester City, vice-líder no ano anterior, caiu para 6º após perder disputas domésticas e ser eliminado cedo na Champions. Já o Manchester United despencou para 8º, impactado pela ausência na liga continental: a receita de transmissão baixou de €258 mi para €206 mi. A diferença evidencia o valor médio estimado de €60 a €100 milhões que a participação na Champions adiciona a um balanço.
Imagem: Internet
Estádios como hubs de entretenimento: tendência consolidada
De acordo com a Deloitte, clubes que transformam seus estádios em destinos de entretenimento 365 dias por ano — com hotéis, restaurantes, tours e shows — ampliam a resiliência financeira. A prática, já habitual em Bayern e Real Madrid, ganha força na Inglaterra com as reformas de Anfield, Tottenham Hotspur Stadium e, futuramente, Old Trafford.
O que esperar para 2026/27?
A distribuição de receitas poderá mudar novamente quando:
- Entrarem em vigor os novos contratos de TV da Premier League (2025-2028).
- O formato expandido da Champions League ampliar a cota de premiação.
- Clubes ingleses finalizarem projetos de modernização de estádios, como Anfield Road End e Stamford Bridge.
Conclusão Prospectiva: o salto do Liverpool reforça a importância de diversificar fontes de renda e sinaliza que, sem desempenho esportivo consistente, a Premier League tende a perder posições no ranking. Os próximos ciclos de direitos de transmissão e a nova Champions serão determinantes para saber se os ingleses voltarão ao topo ou se o domínio continental continuará nas mãos de Espanha, Alemanha e França.
Com informações de The Guardian