Barcelona (ESP), 26 de janeiro de 2026 – A Fórmula 1 inaugurou oficialmente a temporada 2026 nesta manhã, no Circuito da Catalunha, com a Red Bull de Isack Hadjar registrando o melhor tempo (1:18.835) e a Audi de Gabriel Bortoleto encerrando a sessão na última posição após provocar a bandeira vermelha mais longa do período.
Voltas rápidas são vitrine, mas quilometragem é o verdadeiro objetivo
Mesmo com a marca de Hadjar chamando a atenção – 1:18.835 é quase três segundos mais veloz que o melhor tempo visto no primeiro dia de testes de 2025 –, as equipes reforçam que o foco inicial está na coleta de dados aerodinâmicos e de consumo energético do novo regulamento de unidades híbridas 50/50. A Haas exemplificou bem essa filosofia, completando 67 voltas com Esteban Ocon, uma a mais que a distância de corrida do GP da Espanha (66 giros).
Raio-X da sessão matinal
- Melhor tempo: Isack Hadjar (Red Bull) – 1:18.835
- Maior quilometragem: Esteban Ocon (Haas) – 67 voltas
- Bandeiras vermelhas: 3 (Alpine de Colapinto, Audi de Bortoleto e Racing Bulls de Lawson)
- Top-3 em voltas: Haas (67), Mercedes (56), Red Bull (42)
- Menor quilometragem: Audi (27 voltas)
O que os tempos sugerem sobre cada equipe
Red Bull – A equipe austríaca manteve a prática de guardar seus melhores stints para o fim da sessão. Hadjar precisou de apenas duas sequências de voltas rápidas para baixar de 1:21 para 1:18, indicando bom equilíbrio mecânico mesmo com tanque mais pesado no início.
Mercedes – Com 56 voltas, Andrea Kimi Antonelli priorizou programas de “long run” e simulação de largada. O 1:20.700 mostra que ainda há margem para buscar o ritmo da Red Bull, mas o volume de dados coletados foi o segundo maior da manhã.
Haas – Ao completar quilometragem equivalente a um GP completo, Ocon e a equipe norte-americana focaram em confiabilidade do novo pacote aerodinâmico, fundamental para as próximas etapas de validação em túnel de vento.
Audi – A paralisação causada pelo carro de Bortoleto não só limitou o teste a 27 voltas como evidenciou a fase de adaptação da nova equipe oficial à categoria. O cronograma comprometido deve ser compensado à tarde com ajustes no sistema de recuperação de energia.
Imagem: Internet
Impacto imediato para o restante da semana
Com apenas três dos cinco dias de testes alocados por cada equipe, cada interrupção representa perda real de quilometragem. Red Bull e Mercedes ainda não confirmaram se colocarão Max Verstappen e George Russell na pista já na sessão vespertina. Caso optem por adiantar os titulares, a comparação direta de desempenho poderá oferecer leitura mais precisa do verdadeiro estado da hierarquia de 2026.
No curto prazo, o desempenho robusto da Red Bull coloca pressão nas rivais para igualar a eficiência aerodinâmica já no segundo dia de treinos. A Audi, por sua vez, precisará transformar a confiabilidade em prioridade absoluta para não entrar em Melbourne em desvantagem operacional.
Próxima referência: a retomada às 14h (horário local) indicará se as equipes trazem pacotes de configuração distintos para simular condição de corrida ou se mantêm o foco em coleta de dados de fluxo de combustível – item-chave no novo regulamento. O cronômetro de Barcelona, portanto, continua sendo termômetro crucial da primeira leitura competitiva de 2026.
Com informações de ESPN.com.br