Melbourne (28.jan.2026) — A brasileira Luisa Stefani e a canadense Gabriela Dabrowski garantiram vaga na semifinal de duplas femininas do Australian Open ao vencerem Su-Wei Hsieh (TPE) e Jelena Ostapenko (LET) por 2 sets a 0, parciais de 6-1 e 7-6(4), na madrugada desta quarta-feira.
Por dentro da vitória
Dominantes desde o primeiro game, Stefani/Dabrowski aceleraram as devoluções para quebrar o serviço adversário três vezes e fechar o set inicial em apenas 27 minutos. No segundo, Hsieh — tricampeã de duplas em Melbourne — ajustou o jogo de rede ao lado de Ostapenko, levando a parcial ao tie-break. Mesmo assim, a dupla cabeça de chave nº 5 manteve 78 % de aproveitamento no primeiro saque durante o desempate e selou a classificação após 1h19 de partida.
Raio-X da parceria Stefani/Dabrowski
• Ranking atual: Stefani #8, Dabrowski #6 (WTA duplas).
• Títulos juntas: 3 troféus WTA desde que uniram forças em 2025.
• Campanha em Melbourne 2026: 4 vitórias, 8 sets vencidos, 0 sets perdidos.
• Quebras convertidas: 19/34 (56 %) no torneio.
• Média de games perdidos por set: 3,1.
Adversárias na semifinal: Danilina/Krunic
A próxima barreira rumo à final será o time formado pela cazaque Anna Danilina e pela sérvia Aleksandra Krunic. O histórico direto é curto: um confronto em 2025, com vitória de Stefani/Dabrowski em 2 sets. Danilina, entretanto, já tem final de Grand Slam no currículo (Australian Open 2022), enquanto Krunic se destaca pela agilidade na rede. A tendência é de ralis curtos e forte disputa pelos poaching no centro da quadra, exigindo da brasileira um primeiro saque agressivo para neutralizar as interceptações da sérvia.
Impacto para o tênis brasileiro
Stefani, primeira brasileira a figurar no top 10 de duplas na Era Aberta, busca repetir — agora nas duplas femininas — o feito obtido nas mistas em 2023, quando conquistou o título ao lado de Rafael Matos. A paulista também segue viva na chave mista de 2026, jogando com o salvadorenho Marcelo Arévalo. Caso avance em ambas as categorias, poderá ser a primeira representante do Brasil a disputar duas finais no mesmo Grand Slam desde Maria Esther Bueno, em 1965.
Imagem: Internet
O que vem a seguir
O cronograma oficial da semifinal ainda será divulgado pela organização, mas, independentemente do horário, Stefani/Dabrowski terão ao menos 48 horas para recuperação física — fator importante, já que a brasileira acumula jogos também na chave mista. Em caso de vitória sobre Danilina/Krunic, o adversário da final sairá do duelo entre Gauff/Pegula e Aoyama/Shibahara.
Conclusão prospectiva — por que ficar de olho: O desempenho sólido, sem sets perdidos, coloca Stefani/Dabrowski entre as favoritas ao título inédito. Uma eventual conquista não só marcaria o primeiro Grand Slam de duplas femininas para o Brasil, como também consolidaria a parceria a caminho das Olimpíadas de Los Angeles-2028. Os próximos dias, portanto, podem redesenhar o mapa do tênis feminino sul-americano e alterar o topo do ranking mundial de duplas.
Com informações de ESPN.com.br