Rio de Janeiro (RJ) – Em meio à procura por um centroavante goleador, o Fluminense sondou o colombiano Jhon Córdoba, do Krasnodar-RUS, antes de concentrar esforços no gabonês Denis Bouanga, do Los Angeles FC. A avaliação interna aconteceu nas últimas semanas, mas esbarrou nos altos valores pedidos pelo clube russo, inviabilizando qualquer proposta oficial.
Por que Jhon Córdoba entrou no radar tricolor
De acordo com a apuração do repórter Victor Lessa, o técnico Luis Zubeldía considerava o atacante de 31 anos o encaixe ideal para seu modelo de jogo, que privilegia força física para retenção de bola e infiltração pelo centro. Especialista em finalizações de primeira e jogo aéreo, Córdoba reúne características complementares às de Germán Cano, principal referência ofensiva do elenco.
Raio-X do colombiano na Rússia
- Temporada 2023/24 da Premier League Russa: 16 gols em 27 partidas – 0,59 gol/jogo (2º artilheiro do campeonato)
- Participação direta em gols: média de 0,70 por partida (gols + assistências)
- Duelo aéreo: 3,1 disputas vencidas/90min (dados Wyscout)
- Contrato: válido até junho de 2026; multa estimada em €15 mi
Por que a operação travou
O Krasnodar sinalizou que só abriria conversas por cifras superiores a €10 milhões, valor considerado fora da realidade financeira do Fluminense no momento, principalmente após o investimento recente em André, John Kennedy e Marquinhos nos últimos anos. Além disso, as sanções econômicas ligadas ao futebol russo aumentam o risco cambial e de registro de atletas.
Comparativo tático: Bouanga x Córdoba
| Indicador 23/24 | Denis Bouanga (LAFC) | Jhon Córdoba (Krasnodar) |
|---|---|---|
| Gols/90 | 0,66 | 0,59 |
| Assistências/90 | 0,23 | 0,11 |
| Dribles certos/90 | 2,5 | 0,8 |
| Duelo aéreo vencido/90 | 0,7 | 3,1 |
O colombiano oferece imposição física e jogo direto, enquanto Bouanga traz mobilidade, velocidade pelos corredores e maior capacidade de quebrar linhas no 1 x 1. Essa diferença explica parte da escolha: Zubeldía busca alternativas de perfil distinto para depender menos do pivô de Cano.
Impacto para o planejamento de 2024
No Brasileirão de 2023, o Fluminense terminou com 46 gols marcados (média de 1,21/jogo), apenas 10º melhor ataque da liga. Em 2024, a comissão técnica traçou como meta elevar essa média para 1,5 gol/jogo, principalmente fora de casa, onde o aproveitamento caiu para 36%. A chegada de um novo 9 – seja Bouanga ou outro nome – pretende:
- Aumentar a profundidade do elenco para a sequência de Libertadores, Copa do Brasil e Série A;
- Reduzir a dependência de Germán Cano, que participou de 43% dos gols tricolores em 2023;
- Dar opção de variação entre linhas de três atacantes (4-3-3) e dois homens de área (4-4-2 losango).
Próximos passos: a diretoria segue em conversas com o LAFC para viabilizar Bouanga, mas mantém lista de alternativas caso as cifras também escapem do orçamento. A janela brasileira fecha em 10 de agosto, e o clube pretende anunciar o reforço antes da fase mata-mata da Libertadores.
Imagem: Internet
Se o negócio com Bouanga avançar, a expectativa é de que o atacante esteja regularizado até a 19ª rodada do Brasileirão. Caso contrário, o scouting deve intensificar buscas no mercado sul-americano, onde o custo de aquisição e a adaptação costumam ser mais rápidos.
O desfecho definirá não apenas o desenho tático do time de Zubeldía, mas também o potencial de competitividade do Fluminense em três frentes simultâneas na segunda metade da temporada.
Com informações de Netflu