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    Campeão em 2006, Cannavaro comenta primeira Copa como técnico e diz o que ouviu de Ancelotti sobre seleção brasileira

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    Fabio Cannavaro, campeão mundial em 2006 pela Itália, voltará à Copa do Mundo em 2026, mas agora à beira do campo: o ex-zagueiro dirige o Uzbequistão, estreante no torneio que será disputado nos Estados Unidos, Canadá e México, e concedeu entrevista exclusiva à ESPN em 6 de fevereiro de 2026 para detalhar o desafio e comentar os bastidores de Carlo Ancelotti na Seleção Brasileira.

    Da braçadeira à prancheta: a transição de Cannavaro

    Entre 1998 e 2010, Cannavaro disputou quatro Mundiais como jogador, conquistando o título de 2006 e o prêmio de Melhor do Mundo da FIFA no mesmo ano. Em outubro de 2025, aceitou comandar a seleção uzbeque, iniciando sua primeira experiência em Copas como treinador. “É muito mais responsabilidade, você precisa controlar tudo”, frisou, destacando o contraste entre liderar dentro de campo e gerenciar fora dele.

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    Uzbequistão: desafio inédito no Grupo K

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    A equipe da Ásia Central foi sorteada no competitivo Grupo K, ao lado de Portugal, Colômbia e o vencedor dos playoffs intercontinentais. Segundo o ranking da FIFA de janeiro de 2026, Portugal ocupa a 8ª posição, Colômbia a 15ª, enquanto o Uzbequistão aparece em 68º. “Vamos como zebra e sem nada a perder”, ressaltou Cannavaro, adotando discurso de máxima entrega para surpreender adversários com elenco recheado de atletas atuando em ligas domésticas e em clubes do Catar e da Arábia Saudita.

    Raio-X – números que cercam a campanha uzbeque

    • Classificação histórica: primeira participação em Copas, após eliminar Irã e Austrália na fase final das Eliminatórias Asiáticas.
    • Defesa ajustada: média de 0,83 gol sofrido por jogo nas Eliminatórias – a 2ª melhor da Ásia.
    • Experiência internacional: somente três atletas possuem mais de 20 partidas por clubes europeus.
    • Peça-chave: O meia Jaloliddin Masharipov participou de 47% dos gols da equipe nas Eliminatórias (5 gols e 4 assistências).

    Conexão italiana: bastidores de Ancelotti no Brasil

    Amigo pessoal do atual técnico da Seleção Brasileira, Cannavaro descreveu Ancelotti como “superfeliz” com o projeto na CBF. O treinador pentacampeão europeu sente-se confortável com o grupo e ciente da pressão de comandar o maior vencedor de Copas. A sinergia entre comissão técnica e elenco tem sido apontada internamente como ponto forte para recuperar o protagonismo no Mundial.

    O que esperar até a bola rolar em 2026

    Cannavaro segue focado em ampliar a preparação internacional do Uzbequistão. Amistosos contra seleções top-20 do ranking e a participação na Copa da Ásia de 2026, seis meses antes do Mundial, estão no planejamento. Já o Brasil de Ancelotti disputa as Eliminatórias Sul-Americanas até novembro de 2025 e projeta ao menos quatro datas FIFA em 2026 para entrosar novas peças.

    Perspectiva: a estreia do Uzbequistão contra Portugal promete testar, logo de cara, o modelo de jogo compactado que Cannavaro vem implementando. Um desempenho competitivo pode redefinir não só a percepção global da seleção asiática, mas também a carreira do técnico italiano no cenário internacional.

    Com informações de ESPN Brasil

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