Santa Clara (EUA), 8.fev.2026 — Quem for ao Super Bowl LX entre New England Patriots e Seattle Seahawks, neste domingo, 8 de fevereiro, às 20h30 (de Brasília), no Levi’s Stadium, precisará de bolso amplo para comer ou beber: o item mais caro do cardápio oficial é um hambúrguer familiar de US$ 180 — cerca de R$ 940.
Cardápio premium: do lanche gigante às bebidas souvenir
Além do hambúrguer que serve até quatro pessoas, o estádio do San Francisco 49ers oferece:
- Lanches entre US$ 6 e US$ 18 (R$ 31 a R$ 94);
- Cachorro-quente a US$ 10 (R$ 52);
- Cervejas de US$ 17,5 a US$ 19 (R$ 91 a R$ 99);
- Água a US$ 8 (R$ 41);
- Taça de vinho por US$ 17 (R$ 88) e garrafa que chega a US$ 68 (R$ 354).
Muitos drinks e refrigerantes vêm em copos colecionáveis, justificando parte do preço elevado e aumentando a margem de lucro do evento.
Raio-X dos preços: crescimento acima da inflação esportiva
Comparando edições recentes:
- Super Bowl LV (Tampa, 2021): hambúrguer mais caro custava US$ 100;
- Super Bowl LVI (Los Angeles, 2022): cerveja padrão variava entre US$ 14 e US$ 17;
- Super Bowl LX (Santa Clara, 2026): cerveja sobe para até US$ 19, acréscimo de 12% em quatro anos, acima da inflação anual norte-americana média de 3,4% no período.
O hambúrguer de US$ 180 representa alta de 80% frente à edição de 2021, reflexo da demanda por experiências premium e da localização no Vale do Silício, uma das regiões com maior custo de vida dos EUA.
Impacto financeiro para NFL, 49ers e organizadores
Receitas de alimentação e bebidas compõem aproximadamente 10% do faturamento total de um Super Bowl, segundo balanço da NFL de 2024. Em 2025, o evento gerou US$ 80 milhões em vendas no estádio. Se o tíquete médio subir 15% com o novo cardápio, a expectativa de arrecadação em Santa Clara pode ultrapassar US$ 90 milhões.
Imagem: Internet
Experiência do torcedor: entre o espetáculo e o custo
Para Patriots e Seahawks, o Levi’s Stadium oferece estrutura moderna, mas o preço elevado impacta o perfil de público. Estudos da Sports Business Journal mostram que 42% dos fãs optam por comer antes de entrar no estádio quando o tíquete médio de alimentação supera US$ 50 por pessoa. Esse comportamento pode reduzir filas, mas também limita o consumo espontâneo nas arquibancadas.
Onde assistir e o que esperar do espetáculo
Quem ficar no Brasil poderá acompanhar o Super Bowl LX ao vivo pelo plano premium do Disney+. Já no estádio, além de pagar caro pelo lanche, o torcedor verá dois times que lideraram suas conferências em jardas terrestres: Patriots com média de 145 yds/jogo e Seahawks com 142 yds/jogo. O jogo corrido intenso tende a deixar o relógio girar mais rápido, elevando o interesse por snacks portáteis, como o cachorro-quente de US$ 10.
Perspectiva: Se a tendência de preços se mantiver, o Super Bowl LXI, previsto para New Orleans, pode inaugurar o primeiro item de alimentação acima de US$ 200. A inflação das “experiências premium” seguirá no radar de torcedores e patrocinadores, e influenciará estratégias de consumo dentro dos estádios.
Com informações de ESPN Brasil