Patos de Minas, 12/02/2026 — O Cruzeiro se reapresentou nesta quinta-feira na Toca da Raposa 2 para iniciar os trabalhos visando o duelo contra a URT, sábado (14), às 19h, no Estádio Zama Maciel, pela última rodada da fase classificatória do Campeonato Mineiro 2026. A atividade marcou o início de uma curta preparação sob o comando de Tite, mas foi realizada com importantes ausências causadas por lesões e desgaste físico.
Desfalques que preocupam Tite
O atacante Kaique Kenji deixou o gramado chorando após forte entrada na partida contra o Mirassol e aguarda exames de imagem para avaliar possível lesão no tornozelo esquerdo. Também ofensivo, Luis Sinisterra reclamou de dores musculares e não participou do treino, ficando sob supervisão do departamento médico.
No meio-campo, Japa continua em tratamento de uma indisposição gastrointestinal que já o tirou do último jogo. A repetição da ausência diminui as opções de Tite para a criação, setor em que o Cruzeiro tem alternado formações ao longo do estadual.
Arroyo treina em parte do trabalho e pode ser solução no ataque
Poupado contra o Mirassol por desgaste muscular, Keny Arroyo voltou a realizar parte das atividades em campo. O colombiano é o vice-artilheiro da equipe no estadual e, caso evolua bem até sexta-feira, pode reforçar um ataque que perdeu profundidade sem Kenji. A participação completa nos últimos ajustes táticos será decisiva para a liberação do jogador.
Raio-X do departamento médico
- Kaique Kenji — entorse no tornozelo (a confirmar); situação: será reavaliado na sexta-feira.
- Luis Sinisterra — dores musculares na coxa; situação: faz fisioterapia e testes de campo leves.
- Japa — indisposição gastrointestinal; situação: retorno condicionado à melhora clínica.
- Keny Arroyo — desgaste muscular; situação: transição físico-técnica, chance moderada de jogo.
- Matheus Cunha — recuperação de cirurgia no joelho; situação: transição, mas ainda sem liberação total.
O que o Cruzeiro precisa diante da URT?
Mesmo com a melhor pontuação geral até aqui, o Cruzeiro ainda não está matematicamente classificado às semifinais. Um tropeço em Patos de Minas pode abrir brecha para concorrentes diretos, dependendo da combinação de resultados da rodada. Por isso, pelo menos um empate é tratado internamente como obrigatório para assegurar a liderança do grupo e a vantagem de decidir em casa no mata-mata.
Do ponto de vista tático, Tite estuda manter o 4-2-3-1, mas a disponibilidade de Arroyo pode alterar o desenho para um 4-4-2 com dois atacantes móveis, solução já testada nos treinamentos. Sem Kenji e possivelmente sem Sinisterra, a equipe deve ganhar mais apoio pelos lados com William e Arthur Gomes, além de maior responsabilidade de finalização para o experiente Cássio Gabriel, que vinha atuando como meia central.
Imagem: Gustavo Aleixo
Próximos passos
A comissão técnica realiza mais dois treinos fechados nesta sexta-feira: o primeiro focado em ajustes defensivos — setor que sofreu apenas três gols nas últimas quatro rodadas — e o segundo dedicado a bolas paradas ofensivas, arma que rendeu 28 % dos gols do Cruzeiro no estadual. A lista final de relacionados sai horas antes da viagem a Patos de Minas.
Em resumo, a sequência de baixas físicas impõe a Tite a necessidade de variações táticas imediatas para preservar a liderança e garantir a vaga antecipada nas semifinais. A evolução de Arroyo e a recuperação de Sinisterra serão decisivas não apenas para o duelo contra a URT, mas para definir o desenho ofensivo da equipe na reta decisiva do Campeonato Mineiro.
Com informações de Diário Celeste