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    Em livro, presidente do Barcelona revela como Messi recusou retorno ao clube após saída do PSG: ‘Me disse que…’

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    Barcelona, 24 de fevereiro de 2026 – O presidente do FC Barcelona, Joan Laporta, conta em seu novo livro “Foi Assim que Salvamos o Barça” que Lionel Messi recusou formalmente um retorno ao clube em 2023 após deixar o Paris Saint-Germain, optando por assinar com o Inter Miami para atuar sem “tanta pressão”.

    Por que Messi optou pelo Inter Miami

    De acordo com Laporta, Jorge Messi, pai e agente do camisa 10, manteve conversas avançadas com a diretoria catalã. Um contrato chegou a ser enviado, mas as conversas esfriaram:

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    Ele voltou um mês depois e disse que haviam decidido ir para o Inter Miami”, relata o dirigente. A escolha teria sido motivada por dois fatores principais:

    • Pressão esportiva: a MLS oferecia um ambiente competitivo, porém com menor cobrança diária que Barcelona ou Paris.
    • Projeto de carreira global: a liga norte-americana garante forte exposição de marca nos EUA e flexibiliza parcerias comerciais.

    O bloqueio financeiro da LaLiga em 2021

    Laporta relembra que, ainda em 2021, o Barcelona tentou um contrato híbrido: primeiro registro como jogador do Barça e, em seguida, empréstimo a uma franquia da MLS. O plano foi vetado pela LaLiga, que não aceitou a manobra de contabilizar salários em dois países distintos e pediu que o clube aderisse ao fundo CVC, cedendo receitas de TV por 50 anos – proposta rejeitada pela diretoria.

    O impasse contribuiu para a saída de Messi ao PSG e, dois anos depois, dificultou qualquer retorno sem comprometer o limite salarial blaugrana.

    Raio-X: números de Messi desde que deixou o Barcelona

    • Paris Saint-Germain (2021-23): 75 jogos, 32 gols, 35 assistências; 2× campeão da Ligue 1.
    • Inter Miami (2023-26*): 68 jogos, 47 gols, 24 assistências; campeão da Leagues Cup 2023. *Dados até fevereiro/2026.
    • Barcelona (2004-21): 778 jogos, 672 gols, 35 títulos oficiais.

    Impacto na estratégia esportiva do Barcelona

    Sem o retorno do maior artilheiro de sua história, o Barcelona precisou acelerar a renovação do elenco ofensivo. Entre 2023 e 2025, o clube investiu em jovens como Lamine Yamal e Vitor Roque, além de consolidar Robert Lewandowski como referência de curto prazo. A ausência de Messi também levou o departamento financeiro a priorizar acordos de patrocínio global para compensar a perda de receita de marketing que o argentino costumava gerar.

    O que vem a seguir

    A revelação de Laporta chega em ano eleitoral no Barça e pode influenciar a narrativa de transparência da atual gestão. Do lado de Messi, o contrato com o Inter Miami vai até o final de 2026, mas inclui cláusulas que permitem envolvimento institucional com o Barcelona após a aposentadoria, alimentando especulações sobre um possível retorno simbólico – desta vez, fora das quatro linhas.

    Resumo prospectivo: a publicação reforça que, enquanto o Fair Play Financeiro permanecer rígido, a volta de Messi como atleta ao Camp Nou é virtualmente inviável. Já para o Barcelona, o foco seguirá na lapidação de talentos caseiros e na sustentabilidade financeira, pilares que devem nortear o próximo mandato presidencial.

    Com informações de ESPN Brasil

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