Belo Horizonte (MG) – O Atlético-MG deixou o gramado da Arena em Porto Alegre, na quarta-feira, 26, derrotado pelo Grêmio por 1 x 0 e ocupando a 16ª posição do Campeonato Brasileiro. A permanência fora da zona de rebaixamento, porém, depende de um empate entre Santos e Vasco nesta quinta-feira, 27, na Vila Belmiro; qualquer vencedor jogará o Galo de volta ao Z-4, algo que não acontece há 297 dias.
Como o Atlético chegou a este cenário?
Em 2023, o clube iniciou o Brasileirão de forma titubeante e só deixou a área de risco na 7ª rodada, em 5 de maio, ao vencer o Juventude fora de casa. Desde então manteve-se fora do Z-4, mas sem conseguir transformar a saída da degola em campanha consistente. O ataque, com apenas 44 gols marcados (média de 1,15 por jogo), foi o pior do Atlético-MG na era dos pontos corridos, sinalizando carências ofensivas que se arrastam para 2024.
Raio-X da tabela e dos números
Classificação atual (após 4 rodadas)*
- 14º – Santos – 4 pts – saldo 0
- 15º – Vasco – 4 pts – saldo –1
- 16º – Atlético-MG – 3 pts – saldo –2
- 17º – Bahia – 3 pts – saldo –3
- 18º – Coritiba – 2 pts – saldo –4
- 19º – Cuiabá – 1 pt – saldo –3
- 20º – América-MG – 1 pt – saldo –5
*Situação antes de Santos x Vasco (quinta, 27).
Desempenho alvinegro nas 4 primeiras rodadas
- 1 vitória, 0 empates, 3 derrotas
- 2 gols marcados (0,5 por jogo) – 18º ataque geral
- 4 gols sofridos (1 por jogo) – 9ª defesa menos vazada
- Posse média: 55 %
- Finalizações certas: 4,8 por jogo (12ª colocação)
O papel de Eduardo Domínguez
Anunciado há uma semana, o técnico argentino encara dois desafios simultâneos: aumentar a eficiência ofensiva e impedir que a oscilação recente comprometa a confiança do elenco. Sua estreia oficial acontece domingo, 1º de julho, diante do América-MG, pela volta da semifinal do Campeonato Mineiro. Em seguida, o Galo recebe o Internacional, pela 5ª rodada do Brasileirão.
Domínguez costuma adotar bloco médio com transições rápidas – modelo que pode potencializar a velocidade de Paulinho e Hulk, mas exige meio-campistas dinâmicos para pressionar a segunda bola. A adaptação desse desenho tático ao atual plantel será decisiva para estancar a queda de rendimento.
O que muda com uma possível volta ao Z-4?
Caso Santos ou Vasco vençam e empurrem o Atlético para a 17ª colocação, o clube volta a iniciar uma rodada no Z-4 após 297 dias, intensificando a pressão externa e interna sobre elenco e comissão técnica. O calendário imediato oferece dois jogos em Belo Horizonte (América e Internacional), cenário considerado favorável para recuperar pontuação e moral. No entanto, tropeços consecutivos podem agravar o risco de rebaixamento já no primeiro terço do campeonato, repetindo o enredo de 2023.
Imagem: Jatas Berto Após a derrota sofrida co
Perspectiva de curto prazo
1) América-MG (Mineiro) – 01/07: chance de teste prático do novo modelo tático sem impacto direto na Série A, mas crucial para confiança.
2) Internacional (Brasileirão) – 05/07*: confronto direto com adversário de zona intermediária; vitória recoloca o Galo no bloco central da tabela.
3) Fluminense (Brasileirão) – 10/07*: jogo fora de casa contra equipe que valoriza a posse; servirá para medir a solidez defensiva de Domínguez.
*Datas hipotéticas, sujeitas à confirmação da CBF.
Conclusão prospectiva
A permanência ou não do Atlético-MG no Z-4 será definida em 90 minutos na Vila Belmiro. Independentemente do resultado, o baixo rendimento ofensivo expõe uma urgência estrutural que vai além da tabela. Sob comando de Eduardo Domínguez, o Galo terá de equilibrar imediatamente consistência defensiva e criatividade no terço final; os próximos três jogos em sequência darão o tom de quanto esse ajuste virá a tempo de evitar que o alerta de 297 dias se transforme em crise prolongada.
Com informações de Fala Galo