São Francisco (EUA) – 1º de março de 2026 – O ala brasileiro Gui Santos, 24 anos, renovou seu contrato com o Golden State Warriors por mais três temporadas e US$ 15 milhões, oficializando o novo vínculo no mesmo dia em que foi titular e cestinha da equipe na derrota por 129 × 101 para o Los Angeles Lakers.
Renovação rara para quem saiu no fim da segunda rodada
Escolhido na 55ª posição do Draft de 2023, Gui pertence a um grupo historicamente com menos de 20% de chances de receber extensão garantida após o contrato de calouro. O acerto sinaliza confiança da diretoria nos minutos produtivos que o brasileiro tem entregue desde dezembro, período em que as lesões de Stephen Curry (joelho) e a queda física de opções de perímetro abriram espaço na rotação.
Papel tático no sistema de Steve Kerr
No ataque, Gui atua como cutter secundário no motion offense dos Warriors, oferecendo leitura de espaços para aliviar a marcação em cima de Klay Thompson e Jimmy Butler. Defensivamente, sua envergadura de 2,11 m ajuda nas trocas defensivas, recurso cada vez mais usado por Kerr para proteger Draymond Green de faltas rápidas.
Raio-X: os números que sustentam a extensão
- Médias nos últimos 13 jogos: 14,9 pontos, 5,4 rebotes, 3,6 assistências.
- Aproveitamento nos arremessos: 48,2% de quadra, 36,7% de três, 82,5% nos lances livres.
- Eficiência defensiva quando em quadra: 111,3 pontos sofridos/100 posses (4 pontos a menos que a média da equipe).
- Jogos como titular em 2025/26: 9 (de 13 recentes), com dois duplos-duplos.
Impacto financeiro e de elenco
Com o teto salarial projetado para US$ 146 milhões em 2026/27, o contrato de US$ 5 milhões anuais de Gui representa apenas 3,4% da folha, valor inferior ao da exceção média de veterano. Na prática, Golden State assegura profundidade de elenco sem comprometer flexibilidade para futuras renovações de Thompson ou Butler.
O que muda na corrida pelo play-in
Os Warriors ocupam hoje a 9ª posição do Oeste. Enquanto Curry não retorna – previsão de três a quatro semanas – Gui deve seguir como titular primário no perímetro. A equipe tem sequência direta contra Kings, Suns e Nuggets: adversários que exigem defensores versáteis no “wing”. Manter a produção acima de 14 pontos por jogo pode ser determinante para assegurar mando de quadra no play-in.
Imagem: Internet
Conclusão prospectiva
A extensão contratual solidifica Gui Santos como peça de médio prazo em São Francisco e adiciona profundidade em um elenco já experiente, mas carente de vigor físico no perímetro. Se o brasileiro sustentar os índices de eficiência, pode transformar-se de aposta tardia de draft em peça estratégica de um núcleo que ainda sonha com mais um título na era Curry-Kerr.
Com informações de ESPN.com.br