Manchester (ING), 24/04/2024 – Pep Guardiola reconheceu nesta quarta-feira que o Manchester City não consegue igualar a motivação do Arsenal na corrida pelo título da Premier League. Segundo o treinador, o jejum de 22 anos sem levantar a taça fortalece emocionalmente os Gunners, atuais líderes do campeonato e únicos representantes ingleses nas semifinais da Champions League.
Entenda a declaração de Guardiola
Em entrevista coletiva na Academia do City, Guardiola foi questionado sobre a pressão da reta final. O catalão citou a própria experiência de conquistar o primeiro título nacional pelo clube em 2017/18 para explicar a “fome” arsenalista:
“Sabemos a importância de um primeiro troféu depois de tanto tempo. Isso cria algo único que não podemos replicar”, afirmou.
Ele ainda elogiou o estilo de jogo da equipe de Mikel Arteta e disse “aprender muito assistindo” ao líder da liga.
Por que o Arsenal chega mais ‘faminto’
• Último título inglês: temporada 2003/04, com a geração dos Invincibles.
• Longo jejum doméstico coloca torcida e elenco em sintonia máxima pela conquista.
• Arteta, ex-auxiliar de Guardiola no City, implementou modelo de posse e pressão que hoje lidera estatísticas defensivas e ofensivas da liga.
Raio-X da disputa
Classificação até a 33ª rodada
- Arsenal – 76 pts | 24V-4E-5D | 78-24 (+54)
- Manchester City – 74 pts | 23V-5E-5D | 75-28 (+47)
Duelos restantes
| Arsenal | Manchester City |
|---|---|
| Brighton (F) | Nottingham Forest (C) |
| Manchester United (F) | Fulham (F) |
| Everton (C) | West Ham (C) |
Números defensivos
Imagem: Getty s
- Arsenal: melhor defesa (0,73 gol sofrido/jogo) e líder em gols de bola parada (21).
- City: segunda melhor posse média (63%) e líder em finalizações certas (6,4/jogo).
Impacto das mudanças no elenco do City
Desde a Tríplice Coroa 2022/23, saíram peças como Gündogan e Mahrez, enquanto chegaram perfis mais jovens. Entre eles, Rayan Cherki tornou-se um dos dribladores mais eficazes da liga (3,1 dribles certos/jogo), mas o time ainda busca equilíbrio em bolas paradas – fundamento no qual o Arsenal se destaca.
O que esperar da reta final
A diferença de dois pontos mantém o título aberto. Para o City, cada tropeço do Arsenal precisa ser imediatamente capitalizado. Já os Gunners contam com a vantagem psicológica de “nada a perder” após quase duas décadas de espera. A próxima semana, com jogos em sequência contra Brighton e Nottingham Forest, pode redesenhar a liderança.
Se mantiver o aproveitamento atual (2,3 pts/jogo), o Arsenal atinge 85 pontos, forçando o City a vencer todos os compromissos restantes. Qualquer deslize recoloca o time de Guardiola em posição de ultrapassagem, mas a própria análise do treinador revela o desafio extra: igualar a urgência emocional de um adversário faminto.
No balanço final, a disputa deve se definir nos detalhes táticos — transição defensiva do City x bolas paradas do Arsenal — e na gestão da pressão externa nas últimas três rodadas.
Com informações de Manchester Evening News