Manchester (03/03/2026) – Pep Guardiola afirmou nesta terça-feira que está satisfeito com o fato de o Manchester City ser a equipe menos dependente de bolas paradas na Premier League: apenas 15,8 % dos 57 gols marcados até aqui saíram desse tipo de jogada.
Por que a estatística chama atenção
Segundo dados da liga, o City balançou as redes nove vezes em lances de bola parada, segunda menor marca do campeonato – somente Nottingham Forest e Wolverhampton, com oito cada, converteram menos. O contraste fica evidente quando se observa o Arsenal: líder em gols totais (58) e dono do maior percentual de bolas paradas (41,3 %, ou 24 tentos).
Guardiola comparou a “moda” das jogadas ensaiadas ao aumento dos arremessos de três pontos na NBA, impulsionado pelo Golden State Warriors de Stephen Curry. Para o treinador, o futebol passa pela mesma evolução: “Você pode reclamar ou se adaptar”, resumiu.
O que muda no tabuleiro tático de Guardiola
Historicamente, o catalão prioriza a criação em ataque posicional, movimentando meio-campistas entre zagueiros e laterais adversários. Com o crescimento do jogo aéreo na liga, ele delegou o setor ao treinador de bolas paradas James French, buscando soluções para neutralizar rivais sem perder a essência de posse e circulação rápida.
O técnico admite, porém, que se dedica mais ao tema do que na época de estreia pelo Barcelona em 2008: “Hoje presto muito mais atenção”. A ideia é blindar a defesa contra a “nova especialidade” inglesa sem comprometer o tempo de treino destinado à construção em campo aberto.
Raio-X dos gols do City em 2025/26
- Gols totais: 57
- Gols de bola parada: 9 (15,8 %)
- Média histórica da Premier League: cerca de 25 % dos gols nascem de bolas paradas (dados públicos de temporadas anteriores).
- Artilheiros do fundamento: Rodri (3), Rúben Dias (2), Nathan Aké, Phil Foden, Josko Gvardiol e Erling Haaland (1 cada).
Corrida pelo título e pressão por vaga na Champions
O City recebe o Nottingham Forest nesta quarta-feira no Etihad Stadium. Erling Haaland e o jovem meia Nico O’Reilly ainda serão avaliados após ficarem fora da vitória por 1–0 sobre o Leeds. Um triunfo mantém o time vivo na perseguição ao Arsenal, que visita o Brighton no mesmo dia, e praticamente garante presença na próxima Champions League – objetivo que Guardiola considera mais crucial do que levantar outra taça da liga.
Imagem: Internet
Desde 2010, o clube é o único na Inglaterra a participar de 16 edições consecutivas da competição continental. O treinador lembra que, na rodada final da última temporada, a pressão por um lugar no G-4 foi “o desafio mental mais duro” que enfrentou, vencendo o Fulham por 2–0 fora de casa para assegurar o terceiro lugar.
O que vem por aí
Se confirmar a vitória contra o Forest, o City reduzirá a margem de erro na caça ao Arsenal enquanto mantém sua assinatura: produzir ofensivamente em jogo corrido, sem depender excessivamente de escanteios ou faltas laterais. A chave, segundo Guardiola, será equilibrar o avanço no estudo das bolas paradas com a manutenção do fluxo criativo que caracteriza seu time. Nos próximos jogos, o desempenho defensivo nesses lances poderá definir não apenas a briga pelo título, mas também a tranquilidade rumo a mais uma participação na Champions League.
Com informações de The Guardian