São Paulo, 5 de março de 2026 – O presidente do Santos, Marcelo Teixeira, rebateu nesta quinta-feira a crítica pública feita por Neymar à rescisão de contrato do zagueiro João Basso, oficializada nos últimos dias na Vila Belmiro. Segundo o mandatário, a saída do defensor obedece “critérios estritamente profissionais”, enquanto o craque teria se manifestado “por emoção e amizade”.
Entenda a rescisão de João Basso
João Basso chegou ao Santos em 2023, após se destacar no Arouca-POR, e tinha vínculo até o fim de 2027. Entretanto, o jogador não estava nos planos do técnico Juan Pablo Vojvoda para a temporada 2026. A diretoria tentou negociar o atleta em duas frentes recentes – um clube da primeira divisão portuguesa e o Ceará – mas não houve acordo. Diante do impasse, clube e atleta optaram por uma rescisão amigável, liberando Basso para assinar com qualquer equipe brasileira até o fechamento da “janela de exceção” da CBF, em 27 de março.
Por que Neymar se manifestou?
Neymar e João Basso cultivam amizade desde que o zagueiro chegou ao clube, o que explica a postagem do camisa 10 pedindo “mais respeito” ao atleta. Nos bastidores, cartolas alvinegros entendem que a crítica foi direcionada à atual gestão, mas atribuem o episódio à relação pessoal entre os jogadores.
Raio-X de João Basso no Santos
- Tempo de clube: 2023–2026 (2 anos e meio)
- Títulos conquistados: nenhum
- Partidas disputadas: mais de 30, somando Série A, Série B, Copa do Brasil e Paulistão*
- Gols marcados: 2*
*Números oficiais de registros de súmulas disponíveis até dezembro de 2025.
Impacto na defesa alvinegra
Mesmo sem ser titular absoluto em 2025, Basso era a principal alternativa canhota para a zaga. Com a saída, Vojvoda passa a contar basicamente com Joaquim, Gil, Jair e Alex Nascimento. A lacuna técnica é menor do que a lacuna de perfil: Basso oferecia saída de bola pelo lado esquerdo, aspecto valorizado pelo treinador para iniciar construções desde a primeira linha.
Em 2025, o Santos finalizou o Brasileirão com 1,08 gol sofrido por jogo, a décima melhor defesa. O número é razoável, mas o modelo de jogo de Vojvoda exige agressividade defensiva e boa condução na primeira fase ofensiva – justamente pontos que Basso poderia disputar espaço com Gil, zagueiro destro.
Como fica o elenco e a estratégia de mercado
Sem Basso, a diretoria pretende:
Imagem: Internet
- Reavaliar as bases sub-20 em busca de um zagueiro canhoto para completar o grupo.
- Monitorar o mercado sul-americano até o encerramento da janela – nomes de baixo custo da Argentina e do Uruguai ganham força, pois não implicam em novas taxas de transferência altas.
- Concentrar investimentos no setor ofensivo, prioridade de Vojvoda desde o início da pré-temporada.
Próximos compromissos do Peixe
10/03 – Mirassol (F) – 21h30 – Brasileirão
15/03 – Corinthians (C) – 16h – Brasileirão
18/03 – Internacional (C) – 21h30 – Brasileirão
O que observar: Com o elenco reduzido, qualquer lesão ou suspensão na zaga obrigará improvisações já neste bloco de jogos. A sequência contra Corinthians e Internacional, adversários diretos na parte de cima da tabela, testará imediatamente a solidez defensiva sem um reserva de ofício pelo lado esquerdo.
Em resumo, a rescisão de João Basso cria um vácuo específico de perfil na defesa do Santos e coloca a diretoria sob pressão para encontrar um substituto antes do fim da janela. A reação pública de Neymar amplia a repercussão do caso, mas, na prática, a preocupação principal de Vojvoda é montar uma retaguarda confiável para a próxima sequência do Brasileirão.
Com informações de ESPN Brasil