Quem: equipe feminina Sub-20 do Atlético-MG, as “Vingadoras”. O quê: estreia oficial. Quando: sábado, 7 de outubro, às 15h. Onde: Cidade do Galo, em Vespasiano (MG). Por quê: primeira participação do clube no Campeonato Brasileiro Feminino Sub-20 e ponto de partida do novo projeto de base.
Estreia marca virada de chave para o futebol feminino do Atlético
Depois de consolidar o time principal na Série A1 do Brasileirão, o Atlético-MG inicia neste fim de semana um investimento estruturado nas categorias de base femininas. Sob comando de Leandro Formigoni — técnico com passagem pelo América-MG — o elenco Sub-20 encara logo de cara o Palmeiras, semifinalista na edição passada do torneio.
Para montar o grupo, o clube promoveu seletivas entre atletas nascidas de 2006 a 2010, mesclando talentos captados em outras equipes e jogadoras que já disputaram competições júnior. A comissão conta ainda com preparador físico Pedro Balsamão e analista de desempenho Tiago Nunes, sinalizando a adoção de metodologia integrada ao profissional.
Como funciona o Brasileirão Feminino Sub-20
A CBF manteve o formato de fase de grupos em ida e volta. As Vingadoras estão na Chave F, ao lado de Palmeiras, Santos e Ação-MT. Avançam:
- os primeiros colocados de cada grupo;
- os dois melhores segundos lugares gerais.
Os confrontos terão transmissão ao vivo pelo canal CBF TV no YouTube, ampliando a visibilidade para atletas em processo de formação.
Raio-X das Vingadoras Sub-20
Comissão técnica: Leandro Formigoni (técnico), Lucas Fonseca (auxiliar), Luan Vinícius (treinador de goleiras), Pedro Balsamão (preparador físico), Tiago Nunes (analista de desempenho), Rayssa Miranda (fisioterapia), Marcela Magalhães (supervisão) e Rose Lemos (roupeira).
Pontos fortes projetados:
- Linha defensiva com média de idade de 17 anos e estatura acima de 1,70 m, segundo dados do clube.
- Integração metodológica com o time principal, permitindo transição verticalizada de atletas.
- Modelo de jogo baseado em construção curta, já aplicado nas categorias masculinas do Galo.
Indicador de competitividade: na edição 2023, o Palmeiras registrou 73% de aproveitamento e o Santos chegou às quartas de final; medir forças contra essas equipes fornecerá parâmetro imediato sobre o estágio do projeto atleticano.
Imagem: Daniela Veiga
Impacto estratégico para o Atlético
Criar a categoria Sub-20 feminina não apenas cumpre exigência de licenciamento da CBF, mas amplia o funil de formação rumo ao time adulto. Com atletas seis a oito anos mais jovens que o elenco principal, o clube passa a ter um pipeline capaz de reduzir custos com contratações externas e fortalecer a identidade de jogo.
Além disso, participar de uma competição nacional permite mapear lacunas físicas e táticas em contexto real, algo que amistosos regionais não proporcionam. A estreia contra um adversário de alto nível como o Palmeiras oferece stress-test antecipado ao modelo de jogo e ao condicionamento físico das jogadoras.
Próximos passos e agenda
Após o duelo inaugural, as Vingadoras terão pela frente o Santos fora de casa e, na sequência, o Ação-MT na Cidade do Galo. Se garantirem pontuação suficiente nas três primeiras rodadas, a equipe abre caminho para lutar por vaga antecipada nas quartas de final, meta traçada internamente como realista para o ano de estreia.
No plano macro, o clube projeta promover ao menos duas atletas Sub-20 ao elenco profissional até o início da temporada 2025, sinalizando a integração total entre base e principal.
Conclusão: A partida deste sábado representa bem mais que o pontapé inicial no torneio; é a fundação de um ecossistema de formação que pode reposicionar o Atlético-MG como protagonista também no futebol feminino de base nacional. A evolução do desempenho nas rodadas seguintes indicará se o projeto está pronto para competir com potências já consolidadas, como Internacional e São Paulo, e valerá acompanhamento de perto nas próximas semanas.
Com informações de Fala Galo