Novorizontino e Palmeiras decidem o Campeonato Paulista 2026 neste domingo (08), às 20h30, no estádio Doutor Jorge Ismael de Biasi, em Novo Horizonte; após vencer a ida por 1 × 0, o Verdão precisa apenas de um empate para levantar seu 27º troféu estadual, enquanto o Tigre do Vale necessita vencer por dois gols de diferença para conquistar o título inédito.
Panorama da decisão
A vantagem palmeirense foi construída na Arena Crefisa Barueri, com gol de Flaco López. Assim, qualquer igualdade no placar agregado dá a taça ao time de Abel Ferreira; triunfo do Novorizontino por um gol leva a disputa aos pênaltis, e vitória por dois ou mais gols coloca a faixa no peito da equipe interiorana.
Como as equipes chegam
Palmeiras — invicto há oito partidas no estadual — conta com o retorno físico de Vitor Roque, que treinou sem restrições durante a semana e tende a ocupar a vaga entre os titulares ao lado de Flaco López. A base defensiva comandada pelo capitão Gustavo Gómez sofreu apenas um gol em jogos fora de casa nesta edição do Paulista, repetindo solidez vista em 2023, quando o clube terminou o torneio como a melhor defesa (8 gols sofridos em 16 partidas).
Novorizontino aposta no trabalho de Enderson Moreira para repetir a intensidade que o levou à final. O Tigre marcou gols em 11 dos 12 jogos no campeonato e tem como arma a bola parada com o zagueiro Dantas (3 gols na competição). Uma possível novidade é a liberação contratual de um meia ligado ao Palmeiras mediante pagamento de multa de R$ 1 milhão, negociação que pode ser sacramentada até horas antes da partida.
Raio-X das escalações
Novorizontino (4-3-3): Jordi; Alvariño, Dantas, Patrick e Mayk; Luís Oyama, Léo Naldi e Rômulo (Juninho); Matheus Bianqui, Vinicius Paiva e Robson.
Palmeiras (4-4-2 mutável para 4-3-3): Carlos Miguel; Khellven, Gustavo Gómez, Murilo e Piquerez; Marlon Freitas, Andreas Pereira, Mauricio e Allan; Flaco López e Vitor Roque.
Caminhos táticos para a volta
• Palmeiras deve repetir o bloco médio-alto marcado na ida, onde recuperou 57% das posses no terço intermediário. A presença de ball carriers como Mauricio e Allan permite transições rápidas em direção a Vitor Roque aberto pelo lado direito, enquanto Flaco López fixa os zagueiros para gerar espaço entre as linhas.
• Novorizontino precisa acelerar o jogo pelo corredor esquerdo, setor onde criou 42% de suas chances no torneio. A troca de passes curtos entre Luís Oyama e Matheus Bianqui serve para atrair a marcação palmeirense e liberar a ultrapassagem de Mayk. Sem a bola, a equipe tende a pressionar a primeira fase de construção adversária para tentar gol cedo e alterar a dinâmica da final.
Imagem: Cesar Greco
O que muda com Vitor Roque titular?
Contra blocos baixos, o camisa 9 amplia o leque de mobilidade no ataque alviverde. Em 2025, registrou média de 0,48 Expected Goals (xG) por 90 minutos no Brasileirão, indicador que o coloca como referência de profundidade. Sua chegada obriga a última linha do Novorizontino a recuar alguns metros, abrindo corredor para os volantes do Verdão infiltrarem pelo centro.
Cenários de título e transmissão
Critérios:
• Empate ou vitória do Palmeiras: título alviverde.
• Vitória do Novorizontino por um gol: decisão nos pênaltis.
• Vitória do Novorizontino por dois ou mais gols: título inédito do Tigre.
Onde assistir: Record (TV aberta), CazéTV (YouTube), TNT Sports (TV por assinatura) e HBO Max (streaming).
Arbitragem: Flavio Rodrigues de Souza apita, com Neuza Inês Back e Alex Ang Ribeiro nas bandeiras; VAR comandado por Fabrini Beviláqua Costa.
Com o histórico recente favorável ao Palmeiras e a necessidade de placar largo para o Novorizontino, a tendência é de um jogo aberto desde o início. Caso confirme o resultado, Abel Ferreira somará seu terceiro troféu paulista e ganhará fôlego para rodar o elenco antes da fase de grupos da Libertadores. Já o time do interior, mesmo sem a taça, pode usar a visibilidade da final para consolidar investimentos e chegar forte à Série B do Brasileirão, campeonato que começa em abril.
Com informações de Nosso Palestra