Igor Paixão: ‘É um sonho representar a Seleção. Que nesses próximos meses, eu consiga’

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Marselha (FRA), 07/03/2026Igor Paixão reforçou neste fim de semana o seu objetivo declarado: ser convocado para a Seleção Brasileira. O atacante de 25 anos marcou diante do Toulouse, pelas quartas de final da Copa da França, e afirmou que espera aparecer já na pré-lista que Carlo Ancelotti divulgará em 16 de março, última chamada antes da Copa do Mundo.

Por que o momento de Igor Paixão chama atenção nos corredores da CBF?

Desde que deixou o Feyenoord para se tornar uma das contratações mais caras da história do Olympique de Marseille – 30 milhões de euros fixos, mais 5 milhões em bônus – Paixão vem entregando constância em um setor ofensivo que perdeu peças por lesão e oscilação. O brasileiro soma 11 gols e 4 assistências em 33 jogos na temporada, participação direta a cada 184 minutos. Em um ciclo curto pré-Mundial, rendimento imediato pesa na avaliação da comissão técnica.

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Concorrência pesada: onde Igor pode se encaixar no ataque de Ancelotti?

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A linha de frente da Seleção hoje conta com titulares quase inquestionáveis, como Vinicius Júnior (ponta esquerda) e Raphinha (direita), além de alternativas como Gabriel Martinelli e Luiz Henrique. O diferencial de Paixão é a versatilidade tática:

  • Atuou pelas duas pontas em 73% dos minutos com Gennaro Gattuso.
  • Foi usado como false 9 em jogos de transição rápida.
  • Contra o PSG, alinhou como meia-atacante ao lado de Mason Greenwood em 4-2-3-1.

Essa multiplicidade é valiosa em torneios curtos, onde a lista é limitada a 26 nomes e cada jogador precisa oferecer mais de uma solução.

Raio-X dos números de Igor Paixão em 2025/26

  • Gols: 11 (8 pela Ligue 1, 3 na Copa da França)
  • Assistências: 4
  • Finalizações certas por jogo: 1,9
  • Dribles bem-sucedidos: 2,4 por partida (64% de aproveitamento)
  • Pressões no terço final: 10,7 – requisito valorizado por Ancelotti no modelo de marcação por encaixe curto

A leitura tática: como o estilo de Paixão converge com o modelo da Seleção

O Brasil de Ancelotti tem priorizado ataques posicionais, com amplitude alta dos pontas e meio-space liberado para infiltrações dos interiores. Paixão se notabiliza por:

  1. Quebras de linha em condução curta, facilitando triangulações com laterais ofensivos;
  2. Finalização rápida de canhota quando parte da direita para dentro, movimento semelhante ao de Raphinha;
  3. Recuperações altas após perda, importantes para manter a pressão contínua.

Impacto para o Marseille e para a Seleção

Apesar da eliminação para o Toulouse nos pênaltis (4-3), o gol de cobertura reforçou a confiança do técnico Gattuso em escalar o camisa 14 como referência móvel. Com o clube ainda vivo na briga por vaga na próxima Champions via Ligue 1, Paixão terá ao menos nove jogos de alto nível antes da lista final do Mundial – vitrine ideal para consolidar métricas de decisão que a comissão canarinho monitora em tempo real via scouting de dados.

O que vem a seguir?

Os próximos passos são claros: brilhar na reta final do Francês e, eventualmente, conquistar espaço nos amistosos contra França (26/03) e Croácia (31/03) nos Estados Unidos. Se confirmado entre os 26 convocados dia 16, Igor Paixão terá a chance de testar sua polivalência contra duas seleções do top-10 do ranking da FIFA. Caso repita a eficiência de Marselha, aumenta exponencialmente a probabilidade de carimbar passaporte para a Copa.

Conclusão prospectiva: O bom momento, aliado à necessidade da Seleção por atletas versáteis e em ritmo competitivo, posiciona Igor Paixão como um “outsider” de alto potencial. O desempenho nas próximas semanas, tanto em números quanto em adaptação a diferentes funções, definirá se o sonho declarado pelo próprio jogador sairá do discurso para a realidade no ciclo final rumo ao Mundial.

Com informações de Trivela

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