Quem: Patrice Evra, ex-lateral do Manchester United, o quê: analisou o futuro de Cristiano Ronaldo pós-aposentadoria, quando: em entrevista publicada em 8 de março de 2026, onde: plataforma Stake, repercutida internacionalmente, por quê: para comentar os caminhos possíveis ao cinco vezes melhor do mundo, hoje no Al-Nassr.
Por que o tema importa
Cristiano Ronaldo completará 41 anos em 2026, já ultrapassou a marca de 870 gols oficiais e mantém a meta pública de chegar a 1.000. A definição do seu próximo passo movimenta o mercado porque envolve três frentes: marketing global, potencial técnico e possível investimento direto em clubes.
Gestão antes do banco de reservas: a análise de Evra
Segundo Evra, o português demonstra maior inclinação para a gestão esportiva do que para a prancheta de treinador. O francês citou a suposta aquisição de 25% do UD Almería, na Espanha, como indício de que CR7 prepara terreno para atuar como proprietário ou investidor, repetindo movimentos de nomes como David Beckham (Inter Miami) e Ronaldo Fenômeno (Valladolid e Cruzeiro).
Mas e se Cristiano escolher ser técnico?
Evra pondera que, caso Ronaldo opte pela função de treinador, sua reputação abriria portas imediatas. O exemplo utilizado foi Zinedine Zidane, que estreou no banco do Real Madrid e conquistou três Champions League consecutivas (2016–18) com o próprio CR7 em campo. A lógica é simples: um atleta que venceu cinco Bolas de Ouro carrega credibilidade instantânea junto a elenco, torcedores e patrocinadores.
Raio-X – Números que sustentam a discussão
- Gols oficiais na carreira (até março/2026): 878* – média de 0,71 por partida.
- Títulos coletivos: 34, incluindo 5 Champions League e 1 Eurocopa.
- Patrimônio estimado: US$ 500 milhões (Forbes, 2025).
- Participações empresariais: redes de hotéis Pestana CR7, linhas de moda, academias e tecnologia de bem-estar.
- Valor de engajamento: +600 milhões de seguidores somados em redes sociais, maior perfil individual do esporte no Instagram.
*Fonte: IFFHS e base de dados de clubes/seleções; número pode variar conforme atualizações de partidas oficiais em 2026.
Impacto para o Al-Nassr e para o futebol saudita
Se Ronaldo migrar para funções gerenciais, a liga saudita ganhará um embaixador permanente, mantendo visibilidade global mesmo após a aposentadoria do astro. Caso ele decida treinar, existe a possibilidade de iniciar carreira no próprio Al-Nassr, replicando o modelo “player-coach” observado em transições de carreira na MLS.
Imagem: Alexandre de Sousa
Cenário europeu: retorno improvável
Evra também avalia que nem Cristiano Ronaldo nem Lionel Messi devem voltar ao futebol europeu. O raciocínio é sustentado pela fase de consolidação de ligas emergentes (Arábia Saudita e MLS), que oferecem pacotes financeiros robustos e projetos de legado pós-carreira.
Próximos capítulos
Com contrato até meados de 2027, o português seguirá em campo enquanto a condição física permitir e a busca pelos mil gols permanecer como motivação-chave. Paralelamente, o avanço em negociações de compra parcial de clubes europeus indicará se a rota principal será mesmo a de proprietário/investidor. Já as federações e grandes clubes monitoram a possibilidade de contar com um futuro técnico que, à semelhança de Zidane, carregaria imediata legitimidade. A decisão de CR7 moldará não apenas sua trajetória, mas também narrativas comerciais, midiáticas e esportivas na próxima década.
Com informações de Trivela