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    Investigation may be looking at whether Roman Abramovich’s Chelsea sale cash is ‘proceeds of crime’

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    Jersey/ Londres, 11 de março de 2026 — Documentos registrados nesta quarta-feira na Companies House revelam que o Ministério Público de Jersey apura se as £2,4 bilhões obtidas por Roman Abramovich na venda do Chelsea FC, em 2022, configuram “proventos de crime”. A conclusão dessa investigação pode redefinir o destino do montante, hoje congelado em conta do Barclays, e aumentar a pressão sobre o governo britânico e os atuais proprietários do clube.

    Por que o dinheiro segue bloqueado?

    O valor está retido desde março de 2022, quando o Reino Unido e a União Europeia incluíram Abramovich em suas listas de sanções após a invasão da Ucrânia pela Rússia. Qualquer movimentação exige licença prévia do Office of Financial Sanctions Implementation (OFSI). A investigação em Jersey adiciona um novo obstáculo: se o capital for considerado ilícito, sua liberação pode ser restringida ou até redirecionada pelo Estado britânico.

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    O foco da apuração em Jersey

    A promotoria do arquipélago analisa o histórico das fortunas do ex-dono do Chelsea, construídas durante as privatizações do setor petrolífero russo nos anos 1990 e 2000. O ponto central são os £1,4 bilhão em empréstimos sem juros concedidos ao clube pela Camberley International Investments Ltd., empresa de Abramovich sediada em Jersey. Se esses recursos forem considerados “procedes of crime”, todo o fluxo financeiro da venda — hoje de £2,4 bi com acréscimo de juros — pode ser parcialmente ou totalmente confiscado.

    Impacto potencial para o Chelsea sob a gestão BlueCo

    Embora não exista qualquer indício de irregularidade por parte dos atuais donos — o consórcio Clearlake, liderado por Todd Boehly — o acordo de aquisição previu um “holdback” de £150 milhões. Esse colchão cobre eventual multa aplicada por violações financeiras ocorridas antes de maio de 2022, período em que Abramovich ainda controlava o clube. Caso a Premier League ou a UEFA confirmem infrações ao Financial Fair Play, o Chelsea dispõe de verba para quitar multas sem afetar o orçamento de contratações, mas não está protegido de sanções esportivas, como dedução de pontos.

    Raio-X financeiro da venda

    • Valor bruto da transação (mai/2022): £2,5 bilhões
    • Montante atualmente em conta do Barclays: £2,4 bilhões (com juros)
    • Empréstimos da Camberley a Fordstam Ltd.: £1,4 bilhão
    • “Holdback” previsto no contrato: até £150 milhões
    • Prazo de retenção do holdback: 5 anos (até 2027)

    Possíveis cenários e desdobramentos

    1. Confirmação de ilícito em Jersey: parte do valor pode ser confiscada e destinada a fundos públicos ou a reparações na Ucrânia, conforme pressiona o governo britânico.

    2. Arquivamento da investigação: Abramovich precisará ainda de licença do OFSI para direcionar o dinheiro — prioridade declarada do Reino Unido é que os recursos ajudem vítimas da guerra.

    3. Punições esportivas ao Chelsea: Mesmo com a reserva financeira, uma eventual dedução de pontos poderia comprometer metas de classificação a Champions League e afetar receitas futuras de TV e premiações.

    Próximos passos: a promotoria de Jersey não divulgou prazo para conclusão, mas a tendência é que a decisão ocorra antes do fim da temporada 2025/26, período em que a Premier League também deve apresentar os resultados de sua auditoria interna sobre o passado financeiro do clube.

    Em resumo, o processo que envolve Abramovich não se limita a uma disputa jurídica sobre patrimônio: ele influencia diretamente o planejamento esportivo e financeiro do Chelsea nos próximos anos. A definição do status desses £2,4 bilhões será determinante para saber se o clube enfrentará apenas ajustes contábeis ou impactos competitivos reais.

    Com informações de The Guardian

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