Quem: clubes participantes da CONMEBOL Sul-Americana 2026, com oito representantes brasileiros (Santos, Botafogo, Atlético-MG, São Paulo, Grêmio, Vasco, Red Bull Bragantino e outros). O que: divulgação oficial da tabela completa da fase de grupos. Quando: jogos entre 7 de abril e 28 de maio de 2026. Onde: estádios da América do Sul, com transmissões distribuídas entre Disney+ (plano premium), Paramount+ e SBT. Por quê: a definição do calendário permite a preparação logística e estratégica de cada equipe para buscar a classificação às oitavas de final.
Grupos, adversários e o grau de dificuldade para os brasileiros
Santos – Grupo D: encara San Lorenzo-ARG, Recoleta-PAR e Deportivo Cuenca-EQU. O Peixe terá dois confrontos diretos contra o “Ciclón” — equipe que já levantou a Sul-Americana em 2002. Historicamente, o Santos possui 57% de aproveitamento como visitante em competições da CONMEBOL nos últimos três anos, índice que pode ser decisivo porque apenas o líder do grupo avança diretamente às oitavas; o 2º colocado vai aos playoffs contra terceiros da Libertadores.
Botafogo – Grupo E: duelos com Racing-ARG, Independiente Petrolero-BOL e Caracas-VEN. O time carioca, invicto em seus últimos 12 compromissos internacionais no Nilton Santos, enfrenta uma Academia que marcou 2,1 gols/jogo na fase de grupos da Libertadores 2025. A disputa direta pela liderança deve ocorrer nas rodadas 2 e 4, ambas entre Botafogo e Racing.
Atlético-MG – Grupo B: coloca Puerto Cabello-VEN, Juventud-URU e Cienciano-PER no caminho alvinegro. O Galo tem o calendário teoricamente menos complexo, mas precisará administrar viagens consecutivas à Venezuela e ao Peru em apenas 11 dias (rodadas 1 e 3).
São Paulo – Grupo C: mede forças com Millonarios-COL, O’Higgins-CHI e Boston River-URU. Bicampeão da Sul-Americana (2012 e 2025), o Tricolor reencontra o Millonarios, rival que eliminou nos pênaltis na edição passada. A terceira rodada, fora de casa contra os colombianos, pode ser determinante.
Grêmio – Grupo F: enfrenta Montevideo City Torque-URU, Palestino-CHI e Deportivo Riestra-ARG. Em 2025, o Grêmio sofreu apenas 0,6 gol por partida em torneios CONMEBOL; manter a solidez defensiva fora de casa será chave para terminar em 1º.
Vasco – Grupo G: terá Barracas Central-ARG, Audax Italiano-CHI e Olimpia-PAR. O Cruz-Maltino abre a campanha na Argentina e fecha em São Januário, onde venceu 78% dos jogos internacionais desde 2023.
Imagem: Internet
Red Bull Bragantino – Grupo H: duelos diante de River Plate-ARG, Carabobo-VEN e Blooming-BOL. Com 63% de posse média na Sul-Americana 2025 (2ª maior da competição), o Massa Bruta aposta num estilo propositivo, mas precisará pontuar em altitude contra o Blooming, em Santa Cruz de la Sierra.
Calendário apertado e logística de viagens
A primeira fase condensa seis rodadas em menos de 60 dias. Clubes brasileiros terão, em média, 17,8 mil quilômetros percorridos — destaque negativo para o Botafogo, que cobrirá cerca de 22 mil km, incluindo a ida a La Paz (Independiente Petrolero). O gerenciamento de elenco entre Sul-Americana, Estaduais (retas finais) e início do Brasileirão exigirá forte rotação de peças.
Raio-X estatístico dos principais concorrentes
- San Lorenzo: campeão argentino 2024; média de 15 finalizações/jogo em competições continentais 2025.
- Racing: 72% de aproveitamento como mandante na temporada passada; maior posse de bola da Liga Profissional 2025 (60%).
- Millonarios: 14 gols marcados na Copa Colômbia 2025, artilharia da competição.
- Olimpia: tricampeão da Libertadores; invicto em casa na Sul-Americana 2025 (3V, 1E).
- River Plate-ARG (Uruguai): 2,3 gols/jogo no Clausura 2025; aposta em jogo vertical e bolas longas.
O que está em jogo: premiação, ranking e futuras fases
Além dos US$ 900 mil garantidos pela participação na fase de grupos, cada vitória rende bônus de US$ 100 mil. O líder de cada chave avança às oitavas, enquanto o segundo colocado disputará playoffs (21 a 30 de julho) contra os terceiros colocados da Libertadores. Esse caminho extra representa dois jogos a mais e, consequentemente, maior desgaste físico e logístico.
Impacto futuro para os clubes brasileiros
Os elencos que conseguirem administrar viagens e calendário doméstico terão vantagem competitiva no segundo semestre, quando começam as fases eliminatórias e o Brasileirão atinge sua metade. O aproveitamento máximo em casa torna-se quase obrigatório, já que apenas oito líderes garantem passagem direta. No horizonte, a final em 21 de novembro projeta não só título e premiação, mas também vaga automática na Libertadores 2027 — fator que pode redefinir o planejamento financeiro e esportivo dos clubes.
Com informações de ESPN Brasil