Quem: Luis de la Fuente, técnico da seleção espanhola
O quê: comparou a dificuldade da campanha na Eurocopa 2024 com a da Copa do Mundo 2026
Quando: entrevista publicada em 26/07/2026
Onde: Diário AS, Espanha
Por quê: responder à afirmação de Cristiano Ronaldo de que vencer a Euro seria mais difícil que ganhar um Mundial para Portugal e detalhar a evolução tática de La Roja.
A diferença fundamental entre Euro e Copa, segundo De la Fuente
Para o treinador espanhol, o fator adaptação a estilos de outros continentes faz da Copa do Mundo um torneio singular. No entanto, ele argumenta que a Euro 2024 exigiu um grau maior de conhecimento interno e ajustes finos, pois todos os adversários “falam a mesma língua tática” do futebol europeu, reduzindo margens de erro.
Modelo de jogo evoluído: posse como defesa
De la Fuente reforçou que a base espanhola ainda é a posse de bola — ele evita o termo “tiki-taka” —, mas com mecanismos atualizados para acelerar a circulação quando necessário. O treinador atribui a apenas um gol sofrido em sete partidas da Copa 2026 ao conceito de “onze defendem” e a um bloco alto que estrangula a criação adversária antes da própria área.
Raio-X das campanhas vencedoras
Eurocopa 2024
• 7 jogos: 6 vitórias, 1 empate
• Gols: 14 pró | 3 contra
• Média de posse: 63%
• Final: vitória 2–0 sobre a França
Copa do Mundo 2026
• 7 jogos: 7 vitórias
• Gols: 15 pró | 1 contra
• Finalizações concedidas: 10 em todo o torneio
• Final: vitória 1–0 sobre a Argentina
Por que as estatísticas sugerem maior complexidade na Euro
Embora o Mundial exija adequação a escolas sul-americana e africana, a Euro concentrou seleções com índices de posse e pressão semelhantes. Isso gerou jogos de detalhes, traduzidos nos três gols sofridos — todos em transições rápidas — contra apenas um no Catar/Estados Unidos/Canadá 2026. A margem menor é um indicativo de competição mais nivelada, reforçando a fala do técnico.
Imagem: Joeran Steinsiek
Criação de uma “geração acostumada a ganhar”
De la Fuente lembrou que comanda boa parte do elenco desde a categoria sub-19, incluindo campeões olímpicos como Unai Simón, Pedri e Dani Olmo. Tal continuidade reduziu tempo de assimilação tática e fortaleceu a identidade coletiva, peça-chave citada pelo treinador para a solidez defensiva e ofensiva.
Impacto nos próximos ciclos
Com a confirmação de que o modelo de posse evolui sem perder eficiência, a Espanha parte para a Nations League 2026/27 como favorita natural. A tendência é manter o bloco alto e a participação massiva dos meio-campistas formados sob De la Fuente, enquanto algumas vagas podem abrir espaço para talentos emergentes da LaLiga 2026/27. A consistência estatística apresentada nos últimos dois grandes títulos aponta para uma seleção com poucos ajustes estruturais a fazer, mas a necessidade de renovação física no ataque poderá ser o foco até a Euro 2028.
Com informações de Trivela