Rio de Janeiro, 21/03 – O Atlético-MG perdeu para o Fluminense por 1 a 0, no Maracanã, pela 8ª rodada do Campeonato Brasileiro. O gol de cabeça de Rodrigo Castillo, aos 30 minutos do primeiro tempo, manteve o time mineiro sem vitórias como visitante e deixou o Galo na 11ª colocação, com oito pontos.
Atlético cria, mas falhas de decisão mantêm jejum fora de casa
Mesmo com 13 finalizações — cinco delas no alvo —, o Atlético voltou a pecar no momento decisivo. As chances desperdiçadas por Alan Franco, Hulk e Preciado mostraram um padrão já observado em rodadas anteriores: boa construção até a área rival, mas escolhas equivocadas na conclusão. Desde o início do Brasileirão, o Galo soma zero vitória, dois empates e duas derrotas fora de Belo Horizonte, indicador que pressiona o técnico Eduardo Domínguez a revisar o modelo de ataque em transição.
Fluminense controla posse e castiga erro na saída de bola
Com 54 % de posse, Fernando Diniz optou por pressionar a primeira linha atleticana. A estratégia deu resultado aos 30’ quando Guga interceptou passe de Igor Rabello, acionou Canobbio e encontrou Castillo livre. O lance reforça a dificuldade do Atlético em iniciar o jogo a partir de Everson: contra Fortaleza e agora Fluminense, o gol sofrido nasceu de passes arriscados pelo corredor central.
Raio-X da partida
- Posse de bola: Flu 54 % x 46 % Galo
- Finalizações (no alvo): 15 (5) x 13 (5)
- Defesas dos goleiros: Fábio 4 x 6 Everson
- Desarmes: 16 x 9
- Público pagante: 19.871
- Renda: R$ 1.047.495,00
Impacto na tabela e cenário futuro
Com a vitória, o Fluminense chegou aos 12 pontos e encostou no G-6, enquanto o Atlético estacionou nos oito, na metade inferior da classificação. Até aqui, o rendimento alvinegro como mandante (100 % de aproveitamento) contrasta com o desempenho externo (0 %). Caso a equipe mantenha essa disparidade, a projeção matemática indica um teto de 52 pontos — insuficiente para Libertadores direta nos recortes dos últimos cinco anos.
Próximos ajustes táticos e agenda
Domínguez terá 12 dias de preparação até visitar a Chapecoense, em 2 de abril. A pausa possibilita:
Imagem: Pedro Souza
- Reavaliar o uso do esquema com três zagueiros fora de casa, que perde profundidade pelos lados.
- Trabalhar finalização: o Galo converteu apenas 9,8 % das suas chances claras, segundo dados da competição.
- Integrar Cuello e Scarpa como criadores por dentro, reduzindo a dependência de Hulk no último terço.
Perspectiva: Se o Galo transformar volume em eficácia ofensiva e corrigir a saída sob pressão, pode virar o turno ainda na zona de classificação continental. Caso contrário, o rótulo de “time caseiro” tende a custar caro em um campeonato de pontos corridos.
Com informações de Fala Galo