Comandada por astros da Premier League, Bélgica prova porque tese de técnico dos EUA é irreal

Anúncios

Atlanta (28/03/2026) — Em amistoso realizado no Mercedes-Benz Stadium, uma das sedes do Mundial de 2026, a seleção da Bélgica virou e goleou os Estados Unidos por 5 × 2, frustrando o bom início da equipe de Mauricio Pochettino e reafirmando a distância entre a ambição americana de título e a realidade competitiva apresentada a dois meses da Copa.

Primeiro tempo promissor não resiste ao elenco belga

Pochettino armou os norte-americanos no 4-2-3-1, apostando na mobilidade de Christian Pulisic e na chegada de Weston McKennie. A estratégia rendeu: pressão alta, posse controlada e chances claras que obrigaram Senne Lammens (Manchester United) a intervir. O gol de McKennie, aos 31 minutos, premiou a atuação: escanteio batido por Robinson, falha de marcação e finalização simples na pequena área.

Anúncios
Anúncios

Do outro lado, a Bélgica de Rudi Garcia — ainda buscando entrosamento desde janeiro de 2025 — mostrava lentidão na saída, mas manteve a qualidade individual. Aos 40, Zeno Debast acertou chute de fora da área após jogada de Jérémy Doku, empatando antes do intervalo e alterando o cenário mental do jogo.

Segundo tempo: transição belga desmonta estrutura dos EUA

Na volta do vestiário, a Bélgica acelerou. Logo aos 8 minutos, contra-ataque que envolveu seis defensores americanos terminou com Amadou Onana finalizando de média distância para a virada. Três minutos depois, Doku foi derrubado na área e Charles De Ketelaere converteu o pênalti: 3 × 1. Com o sistema defensivo dos EUA exposto, Dodi Lukebakio entrou e marcou duas vezes — a primeira, um golaço no ângulo de Matt Turner. No “garbage time”, as entradas de Ricardo Pepi e Patrick Agyemang resultaram no segundo gol americano, mas sem impacto no placar final.

Raio-X da partida

  • Posse de bola: EUA 52% × 48% Bélgica
  • Finalizações certas: Bélgica 9 × 6 EUA
  • Gols em transição: Bélgica 3 × 0 EUA
  • Erros individuais defensivos: EUA 4 (2 convertidos em gols) × 1 Bélgica
  • Estreias/retornos: Kevin De Bruyne jogou 25 minutos, primeiro jogo pós-lesão; Onana testado como “box-to-box” titular.

O que o resultado revela sobre cada seleção

Estados Unidos: a pressão alta funcionou apenas enquanto o bloco estava compacto. Ao recuar, a linha defensiva mostrou má coordenação para proteger a entrada da área — zona onde Bélgica fez três de seus cinco gols. Pochettino ganha argumento para retomar testes com linha de três zagueiros, alternativa vista nos primeiros amistosos do ciclo.

Bélgica: Garcia confirmou a força do trio Doku-Onana-De Ketelaere como sustentação para a transição rápida. Mesmo sem exigir protagonismo de De Bruyne, o time mostrou poder de fogo e profundidade de elenco, fatores essenciais num torneio de sete jogos em curto espaço.

Próximos passos e impacto no Mundial

Os EUA voltam a campo já na terça-feira (31) contra Portugal, outro candidato ao título. Pochettino terá pouco tempo para ajustar a cobertura dos laterais e a agressividade nos duelos individuais — elementos cruciais no Grupo D, que ainda tem Paraguai, Austrália e o vencedor de Kosovo × Turquia. A Bélgica, por sua vez, sai fortalecida psicologicamente e tecnicamente, com o plantel ganhando minutos equilibrados entre titulares e reservas, sinal de preparação bem planejada para a fase de grupos.

Conclusão: O placar de 5 × 2 evidencia que, apesar da evolução técnica do “soccer” norte-americano, o time de Pochettino ainda carece de consistência defensiva e de repertório para reagir a mudanças de ritmo. A pouco mais de 60 dias do pontapé inicial da Copa, a derrota serve de alerta: sem soluções imediatas, a tese de título caseiro continuará mais discurso do que realidade.

Com informações de Trivela

Anúncios

Artigos relacionados

Anúncio spot_img

Artigos recentes