Fato principal: Após selar os últimos detalhes com a chinesa Leapmotor para estampar as costas da camisa, o Palmeiras abriu conversas com a administradora de consórcios Embracon para ocupar espaço no uniforme principal ou assumir o patrocínio máster das categorias de base.
No Allianz Parque, o departamento de marketing alviverde busca substituir a Ademicon – que encerrou o vínculo iniciado em 2024 – e pode anunciar novidades já antes do duelo contra o Grêmio, em 2 de abril, na Arena Barueri. A Leapmotor deve estrear justamente nessa partida, enquanto a Embracon avalia os últimos números para formalizar proposta.
Por que a Embracon interessa ao Palmeiras?
A Embracon é uma das maiores administradoras independentes de consórcio do país, com mais de 800 mil cotas ativas, segundo balanços públicos da empresa. O potencial de exposição em uma torcida que ultrapassa 18 milhões de torcedores, de acordo com o Datafolha, agrada aos executivos. O Verdão, por sua vez, busca:
- Cobrir o vácuo deixado pela Ademicon no uniforme profissional;
- Garantir patrocínio máster para a base, vaga aberta após a saída da Fictor;
- Diversificar receita para financiar elenco e infraestrutura sem depender apenas de cotas de TV.
Histórico de parceria: reedição de 2014
A marca Embracon já apareceu no manto alviverde de forma pontual em 2014, em clássico contra o Corinthians. Na ocasião, o patrocínio único foi avaliado em cerca de R$ 1 milhão. Uma eventual assinatura agora teria duração plurianual e valores bem superiores, refletindo o crescimento de audiência e títulos do clube na última década.
Leapmotor: valores e abrangência do novo contrato
O Palmeiras finaliza detalhes com a Leapmotor para expor a marca nas costas da camisa de:
- Futebol masculino profissional;
- Futebol feminino;
- Categorias de base.
O acordo prevê R$ 20 milhões fixos por temporada + bônus por metas, em contrato de dois anos. A estreia comercial está marcada para o jogo contra o Grêmio, válido pela 9ª rodada do Brasileirão.
Raio-X financeiro do uniforme alviverde (valores públicos)
- Crefisa (peito e omoplata): ~R$ 85 mi/ano
- Puma (fornecedora): bônus por performance e royalties
- Leapmotor (costas): R$ 20 mi fixos + variáveis
- Espaço a definir (manga/barra): em negociação com Embracon
Com a entrada de Leapmotor e possível chegada da Embracon, a receita anual de patrocínios diretos no uniforme pode ultrapassar a marca de R$ 140 milhões, mantendo o Palmeiras entre as três camisas mais valiosas do país.
Imagem: Reprodução
Impacto esportivo: reforço de caixa para 2025
Mais recursos significam:
- Capacidade de retenção de talentos como Endrick (negociado, mas ativo até julho) e Estêvão;
- Aumento do investimento em contratações estratégicas na janela de meio de ano;
- Fortalecimento da base, cuja categoria sub-20 disputa Libertadores e Brasileirão da categoria.
Próximos passos: Caso a Embracon feche até abril, a marca pode estrear antes do início da Copa do Brasil, competição em que o clube faturou premiação de R$ 4,42 milhões apenas pela participação na terceira fase.
Ao combinar Leapmotor e, possivelmente, Embracon, o Palmeiras consolida um modelo de patrocínio multissetorial (finanças, automóveis, educação), diversificando a exposição internacional. Essa estratégia tende a influenciar a concorrência no mercado de patrocínios do futebol brasileiro em 2024 e 2025, criando uma corrida por segmentos ainda não explorados.
Com informações de Nosso Palestra