World Cup 2026 risks becoming a ‘stage for repression’ – Amnesty report

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Quem: Anistia Internacional   O quê: lançou relatório sobre riscos de violações de direitos humanos   Quando: junho de 2025   Onde: Estados Unidos, México e Canadá (países-sede da Copa 2026)   Por quê: avaliar impactos de segurança e liberdade civil para atletas, torcedores e comunidades locais.

Relatório aponta “risco de palco para repressão”

Em um documento de 36 páginas intitulado “Humanity Must Win: Defending rights, tackling repression at the 2026 FIFA World Cup”, a Anistia Internacional sustenta que a Copa do Mundo de 2026 pode se transformar “em um palco de repressão e plataforma para práticas autoritárias”. O grupo identifica ameaças significativas para torcedores, jornalistas, trabalhadores e moradores das 16 cidades-sede, distribuídas entre Estados Unidos (78 partidas), México (13) e Canadá (13).

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Imigração nos EUA é apontada como o maior perigo

Segundo o texto, “a máquina de fiscalização imigratória abusiva, discriminatória e letal” dos EUA representa o “perigo mais evidente” para visitantes. Em 2025, o governo norte-americano deportou mais de 500 mil pessoas — número que, como compara a ONG, “é mais de seis vezes superior à capacidade do MetLife Stadium na final”. A Anistia também cita a morte de dois cidadãos norte-americanos em ação de agentes do ICE (Imigração e Alfândega) ocorrida em Minneapolis neste ano.

México e Canadá também entram no radar

No México, a preocupação gira em torno da violência ligada a cartéis de drogas e da decisão governamental de mobilizar quase 100 mil membros das forças de segurança para o evento. Já no Canadá, o foco recai sobre a crise habitacional e o risco de remoções de pessoas em situação de rua nos entornos dos estádios.

Raio-X dos principais pontos de atenção

  • Liberdade de expressão: possível restrição a protestos pacíficos em todos os países-sede.
  • Vigilância digital: proposta nos EUA de exigir informações de redes sociais de visitantes para triagem de “anti-americanismo”.
  • Militarização: torcedores europeus, via Football Supporters Europe (FSE), manifestam temor com o aumento da presença policial armada nos estádios norte-americanos.
  • Planos locais: apenas 4 das 16 cidades divulgaram, até o momento, seus planos formais de direitos humanos.

Como isso impacta a preparação do torneio

Para a FIFA, classificada como corresponsável pelas garantias de segurança, o relatório pressiona por protocolos mais transparentes com autoridades federais e municipais. Do ponto de vista operacional, cidades que dependem de turismo esportivo — como Los Angeles, Dallas e Cidade do México — terão de equilibrar exigências de segurança com a criação de ambientes considerados “acolhedores”, ponto-chave para atrair os estimados 3 a 4 milhões de visitantes internacionais.

Comparativo com edições anteriores

A Copa de 2022 no Catar foi marcada por críticas trabalhistas e de liberdade de expressão, forçando a FIFA a atualizar suas políticas de direitos humanos. A reincidência de alertas agora, em três democracias ocidentais, indica que o tema deixou de ser restrito a sedes emergentes e tende a ganhar escala crescente na agenda de patrocinadores e federações nacionais.

World Cup 2026 risks becoming a ‘stage for repression’ – Amnesty report - Imagem do artigo original

Imagem: Internet

Próximos passos e monitoramento

FIFA, federações locais e patrocinadores são convocados pela Anistia a apresentarem, até o fim de 2025, planos claros para:

  1. Prevenir detenções arbitrárias de torcedores estrangeiros.
  2. Garantir o direito de manifestação pacífica nas zonas de torcedores.
  3. Mitigar deslocamentos forçados de populações vulneráveis.

Uma nova atualização do relatório está prevista para o primeiro trimestre de 2026, ano de início da competição, e servirá como balizador para eventuais sanções reputacionais a cidades que não cumprirem as recomendações.

Conclusão prospectiva: Caso as autoridades não implementem salvaguardas robustas nos próximos 12 meses, a Copa do Mundo 2026 corre o risco de repetir — e até ampliar — polêmicas de direitos humanos vistas em edições passadas. O desempenho fora de campo, portanto, torna-se tão estratégico quanto o espetáculo dentro das quatro linhas, impactando não só a experiência dos torcedores, mas também a narrativa global em torno do principal evento do futebol.

Com informações de BBC Sport

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