Quem: Leomon Moreno, campeão paralímpico de goalball pelo Santos FC/Lar das Moças Cegas, e atletas da categoria sub-11 do Santos FC.
O quê: Vivência prática sobre o Sistema Braille.
Quando: 8 de abril de 2026, Dia Nacional do Sistema Braille.
Onde: Auditório do CT Rei Pelé, Santos (SP).
Por quê: Sensibilizar os futuros jogadores do clube para acessibilidade e inclusão social.
Dinâmica: do tato à compreensão do Braille
Com vendas nos olhos, dez atletas do Sub-11 foram conduzidos mesa a mesa por Leomon Moreno. Eles tocaram objetos da carreira vencedora do goleador do goalball – como medalhas e troféus – e precisaram identificar legendas escritas em Braille. O exercício foi complementado por explicações de Gisele Santos, integrante da equipe feminina de goalball do clube desde 2016, que detalhou a lógica das seis saliências responsáveis por formar cada caractere do código.
Por que essa prática importa para a base santista
O Santos FC mantém, historicamente, programas de formação integral que extrapolam o gramado. Em 2025, por exemplo, o clube registrou 18 ações socioeducativas com categorias de base, número que tende a crescer em 2026. A vivência com Braille se encaixa nessa agenda por três motivos:
- Desenvolvimento cognitivo: exercícios sensoriais ampliam percepção espacial, habilidade útil em campo para leitura de espaço e tempo de bola.
- Empatia coletiva: compreender limitações alheias favorece comunicação e coesão do elenco, fatores que impactam rendimento em competições de pontos corridos.
- Formação de embaixadores: atletas que vivenciam ações de inclusão tendem a reproduzi-las em etapas superiores (Sub-15, Sub-17 e profissional), aumentando o alcance social do clube.
Raio-X de Leomon Moreno e do goalball santista
Leomon Moreno
• 32 anos
• Medalhista paralímpico: prata em Londres-2012 e ouro em Tóquio-2020
• 1,82 m, pivô de ataque do goalball brasileiro
• 284 gols anotados em competições oficiais da seleção (2011-2025)
Santos FC/Lar das Moças Cegas
• 12 títulos estaduais consecutivos (2013-2024)
• 3 conquistas de Copa do Brasil de Goalball (2017, 2019, 2023)
Impacto projetado: da categoria de base ao ambiente profissional
Atletas sub-11 geralmente levam de cinco a seis temporadas até alcançar o elenco sub-17 – categoria que disputa torneios de maior visibilidade como a Copa do Brasil Sub-17 e o Campeonato Paulista. Internalizar valores de inclusão desde cedo aumenta a probabilidade de que esses jogadores se tornem líderes positivos em campo e fora dele, qualificando o ambiente interno no momento em que estiverem sob pressão competitiva.
Imagem: Internet
Além disso, o Departamento de Responsabilidade Social do Santos planeja replicar a ação em todas as categorias de base até dezembro de 2026. Caso o cronograma seja cumprido, cerca de 220 atletas terão contato direto com o Braille, fortalecendo o posicionamento do clube junto a patrocinadores atentos à agenda ESG (Environmental, Social and Governance).
Próximos passos
A curto prazo, a comissão técnica do Sub-11 pretende utilizar o método de “treino às cegas” – exercícios rápidos com olho vendado e bola de guizo – para trabalhar percepção auditiva e tomada de decisão. Já Leomon Moreno deve retornar ao CT em julho para uma nova oficina durante o período de férias escolares, integrando também jogadores do Sub-13. Essas ações consolidam o Santos FC como referência na união entre alto rendimento e inclusão social, pauta que tende a ganhar peso institucional nos próximos ciclos de trabalho na Vila Belmiro.
Conclusão: A experiência guiada por Leomon Moreno no Dia Nacional do Sistema Braille transcende o simbolismo da data e estabelece um elo prático entre acessibilidade, desenvolvimento humano e performance esportiva. Ao incorporar a inclusão ao seu DNA formativo, o Santos FC não apenas cumpre um papel social, mas também cria vantagens competitivas de longo prazo ao forjar atletas mais conscientes, coesos e estrategicamente preparados para os desafios do futebol moderno.
Com informações de Santos Futebol Clube