Mineirão, 21/09/2025 – O Cruzeiro derrotou o Red Bull Bragantino por 2 a 1 na noite deste domingo e manteve-se no pelotão de cima do Campeonato Brasileiro. O técnico Leonardo Jardim creditou o resultado à leitura de jogo ainda no primeiro tempo, quando inverteu os pontas Christian e Wanderson, e à maturidade do elenco para buscar a virada sem se desorganizar.
Por dentro da partida
O duelo começou com domínio visitante: o Bragantino anulou a saída curta celeste e dificultou a construção pelo lado direito. A resposta de Jardim veio aos 30 minutos, invertendo Christian (para a esquerda) e Wanderson (para a direita) — movimento que liberou o corredor para Matheus Pereira articular por dentro. O empate saiu ainda antes do intervalo, e a virada veio logo no reinício da etapa final.
Ajustes táticos que mudaram o jogo
Além da troca de pontas, o treinador português promoveu a coexistência de Gabigol, Kaio Jorge e Matheus Pereira sem perder equilíbrio defensivo. Isso foi possível porque Gabigol passou a executar função híbrida de ponta-direita, acompanhando o lateral adversário que pouco subia. No momento defensivo, o Cruzeiro recompôs em 4-4-2 com Kaiki e Lucas Silva protegendo a área.
- Menos toques, mais eficiência: Jardim citou que Cruzeiro, Mirassol e Palmeiras lideram o ranking de times que precisam de menos passes para chegar ao gol, métrica que confirma o modelo vertical celeste.
- Bolas paradas: A entrada de Bolasie aos 75′ reforçou o jogo aéreo após saídas de Kaio e Wanderson, mantendo a equipe segura nas primeiras e segundas bolas.
Raio-X da campanha celeste
Posição atual: 2º lugar* (pode cair para 3º se concorrentes vencerem jogos atrasados)
Sequência recente: 5 vitórias em 6 partidas do Brasileirão
Defesa: segundo melhor sistema da competição (gols sofridos por jogo abaixo de 0,9)
Ataque: média de 1,6 gol por partida desde a 15ª rodada
Elenco: 26 atletas usados; 17 participaram diretamente de gols (marcando ou assistindo)
O que vem pela frente
Fora das competições continentais, o Cruzeiro terá semana cheia para preparar o confronto com o Vasco – duelo chave para manter a vantagem dentro do G-4 antes das semifinais da Copa do Brasil. Caso mantenha o aproveitamento recente (83%), a equipe de Jardim pode chegar à marca simbólica de 50 pontos ainda em setembro, transformando o discurso de “outsider” em pressão real sobre Flamengo e Palmeiras.
Imagem: Gustavo Martins
Perspectiva: a consistência defensiva, aliada à capacidade de ajustar a engrenagem ofensiva em minutos, indica que o Cruzeiro trocou a luta contra o rebaixamento de 2024 por legítima ambição de Libertadores – e, a depender dos próximos três jogos, de título. Resta ver se o elenco mantém a intensidade física, apontada por Jardim como diferencial, diante de um calendário que volta a apertar em outubro.
Com informações de Diário Celeste