Neymar na Copa? O que a pesquisa DataFolha mostra sobre opinião de brasileiros

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São Paulo (16/04/2026) — Um levantamento da Datafolha revelou que 53% dos brasileiros defendem a convocação de Neymar, 34 anos, para a Copa do Mundo de 2026, que será disputada nos Estados Unidos, México e Canadá. A pesquisa, realizada entre 7 e 9 de abril em 137 municípios, ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais e coloca nova pressão sobre o técnico Carlo Ancelotti, que divulgará a lista final em 18 de maio.

Por que a aprovação popular pesa na decisão de Ancelotti

Embora a comissão técnica da Seleção trabalhe com critérios estritamente físicos e táticos, o respaldo da opinião pública pode influenciar indiretamente o ambiente político e midiático ao redor do grupo. Em ciclos anteriores, jogadores consagrados — como Ronaldo em 2002 e Kaká em 2010 — foram mantidos no radar mesmo sob desconfiança física, amparados por forte apoio popular. A pesquisa reforça que a marca Neymar ainda mobiliza o torcedor brasileiro, fator relevante para patrocínios e para a própria CBF em termos de engajamento internacional.

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Raio-X de Neymar: forma física, números e papel tático

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Minutagem recente: 36 jogos pelo Santos desde janeiro de 2025, somando 15 gols e 7 assistências.

Histórico de lesões: Recuperações alternadas de lesões musculares e ligamentares; ausência em 28 partidas da temporada 2025.

Função em campo: Sob Odair Hellmann no Santos, Neymar tem atuado como second striker, flutuando da esquerda para o centro. Na Seleção de Ancelotti, a vaga em disputa seria como meia-avançado no 4-3-3, posição hoje ocupada por Rodrygo ou Paquetá em testes recentes.

Do ponto de vista tático, Neymar ainda entrega criatividade (0,33 assist./jogo) e finalização (0,41 gol/jogo). A dúvida recai sobre a intensidade defensiva: ele registra média de 5,8 pressões por 90 minutos no Brasileirão 2025, abaixo dos 9,2 de Vinícius Júnior no Real Madrid na mesma temporada.

Como cada faixa etária e viés político enxerga Neymar

Geração Z (16–24 anos): 65% defendem a convocação, refletindo o período em que acompanharam o auge do atleta no Barcelona (2013–2017).

60 anos ou mais: apoio cai para 46%, possivelmente pela lembrança de lesões em 2014 e 2022.

Recorte político: 62% dos eleitores que declaram votar em Flávio Bolsonaro aprovam Neymar; entre os eleitores de Lula, a taxa é de 46%. A polarização confirma que a imagem pública do jogador se entrelaça a posicionamentos manifestados por ele desde 2022.

Impacto futuro: cronograma até a lista final e desafios em campo

Com apenas quatro amistosos agendados até a data-limite da FIFA (3 de junho), Ancelotti dispõe de, no máximo, 360 minutos para testar formações. Caso Neymar seja chamado, a comissão precisará monitorar a carga física — jogos decisivos do Santos na Copa do Brasil e no Brasileiro podem aumentar o risco de sobrecarga muscular.

No cenário em que fique fora, a Seleção deve consolidar Vinícius Júnior, Rodrygo e Endrick como trio principal, apostando na evolução de Paquetá como armador central. Já a presença de Neymar poderia deslocar Vinícius para o lado direito ou exigir mudança para um 4-2-3-1 com liberdade total ao camisa 10.

Conclusão prospectiva: A fotografia captada pela Datafolha sugere que a nação ainda enxerga em Neymar um símbolo técnico e emocional para 2026. Caberá a Ancelotti equilibrar a expectativa popular com métricas de performance, definindo se a experiência do jogador vale o risco físico em um torneio que, a partir de junho, não tolera margem para erro. O veredito de 18 de maio pode redefinir não só o desenho tático, mas também o termômetro de apoio à Seleção nos meses que antecedem o Mundial.

Com informações de Trivela

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