‘Substituir Guardiola no City será tão difícil quanto foi com Ferguson no United’

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Manchester (ING), 18/04/2026 – Pep Guardiola admitiu novamente que pode deixar o Manchester City ao fim da temporada 2025/26, um ano antes do término oficial de seu contrato (até junho de 2027). A incerteza faz com que o clube já trace planos para a sucessão, cenário que o jornalista Jamie Jackson (The Guardian) comparou à difícil transição vivida pelo Manchester United após a aposentadoria de Sir Alex Ferguson em 2013.

Por que a possível saída de Guardiola gera preocupação imediata?

Guardiola completará dez anos à frente do City ao final de 2025/26. Durante esse período, o catalão alçou o clube a um novo patamar esportivo e financeiro, conquistando múltiplas ligas nacionais e uma histórica Champions League em 2023. A direção, liderada por Khaldoon Al Mubarak, reconhece que a cultura de excelência implementada pelo treinador precisa ser preservada, mas alerta: “sou um cara esquisito… posso acordar e dizer ‘estou indo embora’”, lembrou Guardiola, reiterando que o City deve “estar pronto” para a troca de comando.

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Raio-X da era Guardiola

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• 5 títulos de Premier League (2018, 2019, 2021, 2022 e 2023)
• 1 Champions League (2023)
• 2 FA Cups (2019, 2025)
• 4 Copas da Liga (2018, 2019, 2020, 2021)
• Média de 2,3 pontos por jogo na Premier League
• Ataque com 89 gols por temporada em média nas últimas cinco ligas

Além dos troféus, Guardiola remodelou o elenco em ciclos curtos, priorizando atletas sub-25 com alto índice de passes progressivos, algo que reduz a curva de adaptação de novos técnicos. Ainda assim, a dependência de um modelo posicional complexo cria incertezas sobre a manutenção dos padrões de posse (média superior a 63%) e pressão pós-perda (PPDA de 8,4 em 2025/26).

O precedente do Manchester United pós-Ferguson

Entre 2013 e 2026, o United passou por sete treinadores (incluindo interinos) e acumulou apenas uma Premier League, contraste direto com o domínio anterior. A dificuldade em manter identidade, método de treino e estabilidade de elenco serve de alerta tático-estratégico ao City. Jackson ressalta, porém, que a estrutura administrativa dos Citizens – departamento de scouting global integrado ao City Football Group e dados centralizados – é mais robusta que a do United daquela época.

Quais perfis interessam ao City?

Embora nomes não tenham sido oficialmente ventilados, tendências de mercado indicam três perfis:

1) Discípulo do jogo de posição – treinadores como Roberto De Zerbi mantêm princípios de posse e pressão.
2) Gestor de vestiário experiente – técnicos com histórico de grandes elencos, capazes de transição suave (ex.: Luis Enrique).
3) Interno do CFG – opção de continuidade via clubes do grupo, a exemplo de Enzo Maresca (Leicester).

A escolha influenciará investimentos: o City tem 170 milhões de libras em caixa projetado para reforços em 2026/27, mas o perfil de contratações dependerá do sucessor.

Impacto no curto prazo: temporada 2025/26 e janela de 2026

A indefinição já afeta o planejamento. Jogadores com contrato até 2027 – caso de Phil Foden e Erling Haaland – aguardam sinais sobre o novo comando antes de negociarem renovações. No mercado, potenciais alvos pedem clareza tática antes de aceitarem propostas, o que pode atrasar fechamentos logo no início de julho.

Conclusão prospectiva: se Guardiola confirmar a saída, o Manchester City colocará à prova a solidez de sua governança. O clube tem vantagens estruturais que o United não possuía em 2013, mas precisará de um processo de transição tecnicamente detalhado para não diluir uma década de domínio. Os próximos meses, especialmente a definição do sucessor até o fim de 2026, serão decisivos para saber se o City manterá a hegemonia doméstica ou passará por um interregno similar ao rival de Old Trafford.

Com informações de Trivela

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