BELO HORIZONTE (23.set.2025) — Em entrevista ao podcast Cara a Cara, do canal Voz do Esporte, o ex-atacante Marcelo Ramos relembrou a final da Copa do Brasil de 1996, quando o Cruzeiro virou sobre o Palmeiras no Estádio Parque Antarctica e assegurou o bicampeonato do torneio.
O roteiro da virada histórica
No jogo de ida, Mineirão lotado e empate em 1 a 1. Pelo regulamento da época, bastava um novo empate para o Palmeiras levantar a taça — vantagem garantida pelo gol marcado fora de casa. Em São Paulo, o time alviverde saiu na frente logo aos 5’, com Luizão.
Foi então que o Cruzeiro reescreveu a história: Roberto Gaúcho empatou e, aos 35’ do segundo tempo, Marcelo Ramos virou, sacramentando o placar agregado de 3 a 2. O goleiro Dida ainda protagonizou defesas decisivas, transformando a noite em um dos capítulos mais icônicos da trajetória celeste.
Por que o Palmeiras era favorito?
O elenco palmeirense de 1996 contava com vários jogadores que já haviam vestido a camisa da Seleção, casos de Cléber, Júnior e Luizão. Vinha de campanhas sólidas no Campeonato Brasileiro e era apontado pela imprensa paulista como “virtual campeão” após o empate em Belo Horizonte.
Raio-X da campanha celeste em 1996
- Jogos: 10
- Vitórias: 6
- Empates: 3
- Derrotas: 1
- Gols marcados: 17
- Gols sofridos: 6
- Artilheiro celeste: Marcelo Ramos (4 gols)
Com o título, o Cruzeiro ampliou a tradição na Copa do Brasil, competição na qual hoje detém seis conquistas (1993, 1996, 2000, 2003, 2017 e 2018) — recorde absoluto do torneio.
Impacto na idolatria de Marcelo Ramos
Marcelo Ramos soma mais de uma centena de gols pelo Cruzeiro e figura entre os maiores artilheiros do clube. O gol da virada em 1996 é considerado o ponto de virada de sua relação com a torcida: “A idolatria nasce da dificuldade que vencemos”, explicou o ex-atacante no podcast.
Imagem: Vinnicius Silva
O que a lembrança de 1996 ensina ao elenco atual
Em 2025, o Cruzeiro tenta voltar a competir pelo título da Copa do Brasil após temporadas de reconstrução. A lição deixada por Marcelo Ramos é clara: jogos decisivos exigem frieza mesmo nos cenários adversos. Com um calendário que poderá cruzar novamente o caminho de rivais tradicionais, o exemplo da final de 1996 serve de combustível psicológico e tático para o grupo de Paulo Autuori — principalmente fora de casa, onde o clube ainda busca desempenho consistente.
Conclusão prospectiva: O depoimento de Marcelo Ramos resgata um capítulo determinante da história celeste e reforça a mística do Cruzeiro em mata-matas. Às vésperas do sorteio das oitavas da Copa do Brasil de 2026, a narrativa de 1996 pode virar motivação extra e argumento de preparação mental para um elenco que mira recolocar o clube no topo do futebol nacional.
Com informações de Diário Celeste