Marrocos confirma força contra Noruega, mas problemas físicos preocupam antes de enfrentar o Brasil

Anúncios

HARRISBURG (EUA), 7.jun.2026 — A seleção de Marrocos empatou em 1 a 1 com a Noruega no Sports Illustrated Stadium, no último teste antes da estreia na Copa do Mundo contra o Brasil. O resultado veio acompanhado de más notícias: o lateral Nouassir Mazraoui saiu ainda no primeiro tempo com dores no ombro, e o ponta Abde Ezzalzouli deixou o jogo no intervalo após choque no joelho.

Como foi o amistoso e onde surgiram os problemas físicos

• Aos 32′, Mazraoui sentiu desconforto no ombro esquerdo e foi substituído como medida de precaução.
• No último lance da etapa inicial, Ezzalzouli colidiu com Alexander Sørloth em cobrança de escanteio norueguesa; o marroquino tentou permanecer, mas acabou substituído por Soufiane Rahimi no intervalo.
• Mesmo com as baixas, Marrocos abriu o placar aos 38′, quando Ezzalzouli conduziu em velocidade e serviu Brahim Díaz na direita.
• A Noruega empatou aos 75′, em finalização de Martin Ødegaard, aproveitando momento de posse superior (chegou a 70%).

Anúncios

Por que Mazraoui e Ezzalzouli são peças-chave no modelo marroquino

Anúncios

Mazraoui
• Lateral-direito de origem que atua na esquerda para liberar Achraf Hakimi pelo setor preferencial.
• Na Copa 2022, participou de 4 partidas e ganhou 55% dos duelos defensivos, segundo a FIFA.
• Sua inversão para o lado oposto garante saída de três zagueiros e permite que o ponta esquerdo ataque em amplitude.

Ezzalzouli
• Fez 18 participações em gols (10 gols + 8 assistências) em 29 jogos de LaLiga 2025/26 pelo Real Betis.
• É o principal condutor em transição: média de 5,2 conduções progressivas por 90 min (dados StatsBomb).
• Garante profundidade num 4-2-3-1 que prioriza ataques rápidos, similar ao que o Brasil de Ancelotti passou a adotar.

Raio-X tático: onde Marrocos se destaca

Transições rápidas: 27% dos gols marroquinos nas Eliminatórias vieram de contra-ataques.
Bloco médio: linha defensiva inicia pressão a partir de 45 m, compactando setores para roubar e acelerar.
Centroavante móvel: Youssef En-Nesyri recua para tabelas curtas, liberando espaço para diagonais dos pontas.

O que muda para o Brasil na estreia

1. Possível ausência de Mazraoui: obriga Ouhabi a optar pelo jovem Mohamed Chibi ou improvisar Yahia Attiyat-Allah, reduzindo qualidade na saída curta.
2. Sem Ezzalzouli: Brahim Díaz pode ser deslocado à esquerda, mas o time perde velocidade pura. Isso facilita o encaixe da pressão alta brasileira, que registrou 10 recuperações no terço ofensivo por jogo nos amistosos pré-Copa.
3. Ponto de atenção: mesmo desfalcada, a equipe africana conserva transições letais; o Brasil concedeu 0,19 xG em contra-ataques por 90 min nos últimos quatro jogos — índice ainda elevado para padrão mundial.

Projeção de recuperação: prazos e cenários

Mazraoui: exames iniciais indicam estiramento leve no ombro; prazo otimista de 7-10 dias. Se confirmada a previsão, ele estaria à disposição já na segunda rodada do Grupo F.
Ezzalzouli: avaliação de ressonância sai em 48 h; caso haja entorse moderada, o retorno pode levar de 10 a 14 dias, comprometendo ao menos a partida contra o Brasil.

Conclusão: O empate manteve invicto o ciclo de preparação marroquino (6V-4E-0D), mas as lesões alteram drasticamente o plano de jogo para a estreia. A comissão médica corre contra o tempo, enquanto Carlo Ancelotti e sua equipe técnica ganham informações valiosas para explorar eventuais fragilidades pelos lados do campo. A atualização clínica nas próximas 72 horas dirá se o Brasil enfrentará um Marrocos completo ou um quebra-cabeça tático logo na primeira rodada.

Com informações de Trivela

Anúncios

Artigos relacionados

Anúncio spot_img

Artigos recentes