NOVA JERSEY (EUA), 13/04/2024 – A Seleção Brasileira empatou por 1 a 1 com Marrocos no MetLife Stadium, e o técnico Carlo Ancelotti evitou comentar individualmente a permanência de Endrick no banco de reservas, preferindo avaliar o rendimento coletivo da equipe.
O que motivou a pergunta sobre Endrick?
O atacante de 17 anos vive excelente fase no Palmeiras — oito gols em nove partidas na temporada — e já está vendido ao Real Madrid, clube que Ancelotti deve comandar até o meio do ano. Diante de um ataque pouco efetivo contra Marrocos, a ausência do jovem despertou questionamentos na coletiva pós-jogo.
A resposta de Ancelotti
O italiano foi direto: “Eu não estou aqui para falar individualmente de um jogador, falo da equipe. A equipe no primeiro tempo não jogou bem, no segundo tempo foi melhor. Tivemos algumas oportunidades. Temos que acertar mais”. Com isso, reforçou a ideia de que a prioridade é encontrar um padrão coletivo antes de promover novos testes individuais.
Raio-X do ataque brasileiro no amistoso
- Finalizações totais: 10 (apenas 3 no alvo)
- Gols esperados (xG): 0,74
- Participação ofensiva de Vinicius Júnior: 1 gol, 3 dribles certos, 2 chutes no alvo
- Igor Thiago: 0 finalizações em 58 minutos
- Raphinha: 1 finalização bloqueada, 67% nos duelos ofensivos
Como Endrick poderia se encaixar
Nas últimas partidas pelo Palmeiras, Endrick tem atuado como nove móvel, recuando para tabelar e atacando o espaço em velocidade — características ausentes em Igor Thiago diante dos marroquinos. Com média de 0,58 gol por 90 min em 2024, o garoto oferece profundidade e finalização de primeira, fatores que poderiam elevar o xG da Seleção.
Impacto na preparação para a Copa América
Ancelotti tem mais dois amistosos (contra México e EUA) antes de divulgar a lista final para a Copa América. Se o ataque seguir ineficiente, a pressão para testar Endrick crescerá. Além disso, o jogador pode chegar ao torneio já integrado ao calendário europeu, o que facilitaria sua adaptação tática ao modelo do treinador.
Imagem: Rafael Ribeiro
Próximos jogos e cenário futuro
O Brasil volta a campo em 8 de junho, contra o México, em College Station. Uma nova oportunidade para Ancelotti avaliar alternativas ofensivas. Caso Endrick receba minutos e mantenha o desempenho de clube, tende a ganhar espaço na rotação, especialmente se o posicionamento de Vinicius Júnior for fixado pelo corredor esquerdo.
No horizonte, a decisão de segurar Endrick agora pode ser vista como um teste de paciência: Ancelotti parece determinado a consolidar a estrutura tática antes de lançar o prodígio. O desempenho nos dois próximos amistosos indicará se a estratégia foi acertada ou se o Brasil precisará antecipar a transição do jovem para resolver o déficit de gols.
Com informações de NETFLU