Filadélfia (EUA), 19/06/2026 – Depois do revés na estreia contra o Marrocos, a seleção brasileira venceu o Haiti por 3 x 0 pela segunda rodada do Grupo C da Copa do Mundo de 2026, no Lincoln Financial Field, graças a dois gols de Matheus Cunha e um de Vinícius Júnior, todos marcados entre os 22 e os 47 minutos da etapa inicial.
Por que o resultado era vital para o Brasil
A vitória recoloca a equipe de Dorival Júnior na disputa por uma das duas vagas às oitavas. Com três pontos somados, o Brasil dependerá do confronto contra a Escócia, na próxima quarta-feira (24), para chegar à última rodada sem depender de combinações de placar.
O desenho tático: como a linha alta haitiana virou armadilha
O Haiti surpreendeu ao manter os zagueiros próximos ao meio-campo, mas não exerceu pressão sobre o portador da bola. O espaço oferecido a Casemiro e Paquetá facilitou os lançamentos longos para Vinícius Júnior e Raphinha. Nessa configuração, o Brasil explorou:
- Ataque em profundidade: 7 passes em ruptura apenas no 1º tempo, segundo dados de tracking da Fifa;
- Velocidade nos corredores: Vini Jr. participou diretamente de todos os gols, sempre escapando às costas dos laterais adversários;
- Pressão pós-perda: o segundo gol nasce de desarme de Paquetá ainda no campo ofensivo, gerando transição vertical imediata.
Raio-X da partida
- Finalizações: Brasil 15 × 6 Haiti (7 a 0 no alvo no 1º tempo);
- Posse de bola: Brasil 59% – demonstrando controle, mas sem abdicar da velocidade;
- Gols esperados (xG): 2,4 × 0,5 a favor do Brasil – eficiência dentro da área;
- Participação direta: Vinícius Júnior – 1 gol, 2 assistências; Matheus Cunha – 2 gols em 3 arremates.
Impacto individual: Matheus Cunha consolida a “posição 9 móvel”
Ao atacar o espaço e aparecer para a finalização curta, Cunha potencializou o plano de transição rápida. Diferente do centroavante de referência, ele recua para tabelas curtas e acelera, abrindo corredor para infiltrações de Paquetá. Essa dinâmica amplia as alternativas ofensivas contra defesas que adotam linha média ou alta.
O que esperar contra a Escócia
Os escoceses tendem a marcar sob pressão e disputar segundas bolas com vigor físico. Dorival deve avaliar a condição muscular de Raphinha, substituído com incômodo no adutor, e pode manter a estratégia de velocidade pelos flancos com o jovem Rayan ou Luiz Henrique. Nos treinos em Nova Jérsei, a comissão deve focar em:
Imagem: IMAGO
- Saída sustentada em 3+1 para atrair a pressão e liberar Paquetá entrelinhas;
- Bolas paradas defensivas, ponto forte escocês;
- Gestão de minutos para Endrick, que marcou em impedimento, mas mostrou boa leitura de espaço.
Conclusão prospectiva: o triunfo sobre o Haiti não apenas recoloca o Brasil na rota da classificação como reforça a convicção do técnico em transições velozes. Se repetir o timing de passes e manter a compactação defensiva, a seleção pode transformar o teste físico diante da Escócia em novo passo rumo ao mata-mata da Copa 2026.
Com informações de Trivela