FILADÉLFIA (EUA) — A Seleção Brasileira volta a campo nesta sexta-feira, 19 de junho de 2026, às 21h30 (de Brasília), para enfrentar o Haiti no Lincoln Financial Field, em jogo válido pela 2ª rodada do Grupo C da Copa do Mundo. Depois do empate na estreia contra Marrocos, o time comandado por Carlo Ancelotti precisa vencer para ficar mais perto do mata-mata e ainda não contará com Neymar, que segue em recuperação de uma lesão de grau II na panturrilha direita.
Por que Ancelotti mexe no time?
O desempenho aquém do esperado diante dos marroquinos — quando a Seleção registrou baixo volume ofensivo e criou poucas chances claras — levou Ancelotti a testar variações durante a semana. Nos treinos fechados, o italiano ensaiou um 4-3-3 mais vertical, trocando o lateral-direito e o centroavante:
Provável escalação: Alisson; Danilo, Éder Militão, Marquinhos, Wendell; Casemiro, Bruno Guimarães, Lucas Paquetá; Raphinha, Vinícius Júnior e Matheus Cunha.
A entrada de Danilo devolve amplitude pelo lado direito, enquanto Matheus Cunha oferece mobilidade entre as linhas haitianas, algo que faltou a Richarlison na estreia. Vini Jr., mantido na esquerda, segue como principal válvula de escape em transições.
Raio-X do Grupo C
- Brasil – 1 ponto (0 GP / 0 GC)
- Marrocos – 1 ponto (mesmo saldo que o Brasil, mas à frente nos critérios disciplinares)
- Escócia – 0 ponto (joga mais cedo contra Marrocos na 2ª rodada)
- Haiti – 0 ponto (precisa somar pelo menos quatro pontos nas duas rodadas restantes para ter chances reais de avançar)
Caso vença, a Seleção chegará a quatro pontos e jogará pelo empate contra a Escócia na última rodada. Um tropeço amplia a pressão e pode obrigar o Brasil a vencer os escoceses, além de torcer por combinação de resultados entre terceiros colocados.
Como a ausência de Neymar muda o desenho ofensivo
Neymar, que permaneceu em Nova Jersey intensificando fisioterapia, não só é o principal criador de jogadas da Seleção, como também liderou o time em assistências (7) e grandes chances criadas (12) nas Eliminatórias Sul-Americanas, segundo dados da Fifa. Sem seu camisa 10, Ancelotti redistribui as funções de criação:
- Lucas Paquetá recua para organizar a saída curta e acelerar a circulação de bola.
- Bruno Guimarães se torna o “conector” entre Casemiro e o trio de ataque.
- Vini Jr. recebe liberdade para flutuar pelo centro quando o lateral Wendell avança.
O ajuste visa aumentar a presença de jogadores entrelinhas, gerar superioridade numérica e abrir espaço para finalizações de média distância, especialidade de Paquetá.
Imagem: Imago
Endrick no radar: minutos controlados
Reserva na estreia, Endrick soma pouco mais de 90 minutos com a Amarelinha em 2026, mas já marcou um gol em amistoso preparatório contra o Panamá. Aos 19 anos, o atacante oferece profundidade e pode ser utilizado no segundo tempo para explorar o desgaste haitiano. Ancelotti destacou em coletiva que a comissão “não tem pressa” para acelerar o processo de maturação do jovem.
Impacto futuro
Uma vitória contra o Haiti dá à Seleção margem para gerir elenco antes do duelo de encerramento com a Escócia, marcado para 24 de junho. Em caso de nova atuação irregular, o Brasil carregará a pressão completa para a última rodada — cenário que pode influenciar até mesmo o retorno de Neymar, previsto inicialmente apenas para os 16-avos de final.
Independentemente do resultado, o desempenho coletivo desta sexta-feira servirá como indicador do teto competitivo da equipe de Ancelotti e definirá o fôlego com que o Brasil entrará na fase eliminatória.
Com informações de Trivela